Turismo, inovação e cultura são portas de entrada em Macau

Turismo, indústrias culturais e criativas, inovação e empreendedorismo representam portas de entrada das empresas portuguesas em Macau e, por via disso, abrem possibilidades no mercado chinês. A opinião é da delegada do AICEP em Macau, Carolina Lousinha.

Em declarações à agência Lusa, a responsável começou por fazer notar que “sendo o turismo um dos motores da economia de Macau, com um recorde de 35,8 milhões de turistas em 2018, oferecendo serviços de qualidade, não só a nível de hotelaria de luxo, mas também a nível de restauração e serviços, temos aqui um potencial a explorar, nomeadamente, a nível de produtos da Fileira Casa (têxteis lar, porcelanas, cutelaria, mobiliário, iluminação, etc)” mas Portugal poderá também retirar potencial do sector das “Indústrias Culturais e Criativas, que abarca vários produtos que vão desde livros, cinema, dança e música, a design, pintura, arquitectura, entre outros”.

Outra área que nomeou foi a da inovação e empreendedorismo em que Portugal e Macau estão ligados por um memorando de entendimento, estando a “desenvolver esforços no sentido de fomentar o intercâmbio e a cooperação entre os jovens empreendedores da China e dos Países de Língua Portuguesa”, entre outras situações.

Entrar no mercado chinês não é fácil mesmo através de Macau, considerou a responsável avançando que “quem quer trabalhar o mercado chinês tem que estar próximo da China”. Neste sentido, no entanto, há portas que se abrem, como o projecto da Grande Baía que levará Macau a ficar mais próximo da China Continental. Por isso, garante, “as empresas que tiverem presença em Macau, para além da proximidade, acabarão por beneficiar do acesso a um mercado de mais de 70 milhões de pessoas da Grande Baía”, podendo Macau “funcionar como plataforma para as empresas portuguesas na China continental”.