Turismo religioso fora do PENT gera críticas

Aprovadas em Conselho de Ministros, a 10 de Janeiro, as linhas gerais da revisão do PENT- Plano de Desenvolvimento do Turismo no Horizonte de 2015, estão ainda em discussão pública, que se prolonga até ao final do mês. Mas há já temas a suscitarem aceso debate, como o caso de o Turismo Religioso ter ficado, uma vez mais, fora dos 10 produtos estratégicos definidos no Plano. Os deputados do PSD eleitos por Santarém tornaram já público o seu descontentamento por esta matéria, exigindo mesmo ao Governo que reconheça a importância do turismo religioso e que este seja englobado nos 10 produtos estratégicos definidos na revisão do PENT – Plano Nacional Estratégico do Turismo. Em causa estão factores como o peso do turismo religioso nas contas globais de turistas e receitas, a forte atractividade de Fátima, e o valioso património religioso que se estende de Norte a Sul do país, e às Regiões Autónomas. E os deputados avançam mesmo que o turismo religioso pode ajudar a combater a elevadas sazonalidade do turismo português. De forma a melhor fazerem ouvir a sua voz, os deputados do PSD eleitos por Santarém entregaram já na Assembleia da República um requerimento dirigido ao ministro da Economia, questionando o que determinou os 10 produtos definidos na revisão do PENT e quais os critérios que levaram a que o turismo religioso não fosse um deles. Na mesma linha, também os deputados do PSD eleitos por Braga entraram, na passada quinta-feira, com um requerimento ao Governo sobre a revisão do PENT. Em causa está, uma vez mais, a não inclusão do turismo religioso como um dos 10 produtos turísticos estratégicos. “É, para nós, motivo de crítica, dúvidas e preocupação a inexplicável pouca atenção dada ao Turismo Religioso enquanto um dos 10 produtos estratégicos e prioritários para o país, em especial quando comparado com muitos dos incluídos nessa categoria”, lê-se na questão colocada pelo coordenador dos deputados do PSA eleitos por Braga, os quais pretendem que o Governo repense esta revisão estratégica no que se refere aos produtos e pensam mesmo na possibilidade de o PENT passar a definir como estratégicos 11 produtos e não 10. M.F.