Turistas estão a gastar mais no Porto e Norte

A conclusão é do IPDT, apresentada no estudo do perfil do turista do Porto e Norte de Portugal, referente ao quarto trimestre de 2012. De acordo com as conclusões do estudo, no último trimestre de 2012, os turistas gastaram, em média, mais 80 euros nas suas visitas à região. Entre os meses de Outubro e Dezembro, os turistas de visita à região do Porto e Norte de Portugal, gastaram, em média, 678 euros, valor 15% acima do gasto em igual período de 2011. De acordo com o IPDT, “os dados obtidos sustentam a tendência de aumento dos gastos, já registada no terceiro trimestre de 2012”, quando os turistas em lazer haviam gasto, em média, 693 euros, mais 10% cento que no período homólogo. Refira-se, no entanto, que o estudo dá conta que o rendimento médio do turista em lazer, fixado nos 2.068 euros, caiu mais de 250 euros face ao período homólogo de 2011. No segmento de negócios, o gasto médio quedou-se pelos 548,00 euros, ligeiramente inferior ao verificado em 2011 (553 euros). Quando comparado com os valores registados em 2010 (662 euros), a quebra nesta vertente ascende a 20 por cento. Já quanto à estada média observou-se uma redução, com os turistas que pernoitaram no Grade Porto a ficarem em média nove noites, menos uma que no período homólogo de 2011. A quebra é maior no que toca às dormidas no Norte de Portugal. No último trimestre de 2012, a estada média dos visitantes nesta região situou-se nas 7,77 noites, contra as 14,44 registadas no período homólogo de 2011. Espanha e França foram os países de origem de dois terços dos turistas que visitaram a região Norte do país tendo como “porta de entrada” o Aeroporto Sá Carneiro. Ainda segundo o estudo, no último trimestre do ano passado, tanto a TAP como a Ryanair continuaram a consolidar a posição de liderança nos segmentos de negócios e de lazer, respectivamente. As quotas de mercado da companhia de bandeira nacional e da low-cost irlandesa fixaram-se nos 65 (TAP) e nos 67% (Ryanair). No entanto, a TAP foi a companhia que mais viu a quota de mercado disparar face a igual período de 2011, quando esta se situava nos 44,4%. M.F.