UE é convidada da próxima edição do Fórum de Economia de Turismo Global de Macau

A União Europeia (UE) será convidada para parceira da próxima edição do Fórum de Economia de Turismo Global de Macau, anúncio feito pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do território, Alexis Tam, no encerramento do evento deste ano dedicado à cooperação com a Europa de Leste.

“A participação dos 16 países da Europa central e de leste nesta edição do fórum abre outra janela de oportunidades para mais cooperação regional na área do turismo. Tirando partido do bom momento das relações entre a China e a Europa, iremos aumentar a extensão da cooperação e convidar a União Europeia como Região Parceira da próxima edição do fórum”, disse Alexis Tam, citado pela imprensa macaense.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura sublinhou que os países europeus, incluindo os do Leste, “são importantes parceiros internacionais da China”, para realçar que Macau vai “envidar todos os esforços para contribuir activamente para o aprofundamento da cooperação turística e trocas culturais entre a China e a Europa”.

Entretanto, a secretária-geral do Fórum de Economia de Turismo Global de Macau, Pansy Ho, defende ser necessária uma reinvenção do sector para que seja possível manter os quase 31 milhões de turistas que anualmente visitam o território.

Pansy Ho considera que Macau precisa de criar novas ofertas e experiências turísticas para continuar a atrair um número elevado de visitantes ao território, realçando ser “necessário desenvolver um portefólio que vá além da actividade do jogo”.

A empresária, que também é presidente da MGM China defendeu ainda que a construção de infra-estruturas fez parte do “primeiro ciclo” do desenvolvimento turístico: “Agora precisamos de as preencher com conteúdo e esse conteúdo tem de ser aquilo que as pessoas conhecem e gostam em Macau”.

Pansy Ho realçou a importância da realização do Fórum de Economia de Turismo Global no território e como o evento anual pode beneficiar a indústria do turismo de outros países interessados em entrar no mercado chinês, servindo Macau como porta de entrada.