Verride Palácio Santa Catarina é exemplo de reabilitação urbana para o turismo

O Verride Palácio Santa Catarina, em Lisboa, mais conhecido como Adamastor e hoje transformado em boutique hotel de luxo, venceu o Prémio Nacional de Reabilitação urbana na categoria de Turismo.

  

  

Os melhores projectos de reabilitação urbana de 2018 foram conhecidos esta quarta-feira em Braga. Lisboa, Porto, Matosinhos, Marco de Canaveses e Arouca são os concelhos premiados este ano, acolhendo as intervenções de reabilitação urbana que conquistaram a vitória nas dez categorias a concurso. A entrega do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana realizou-se no espaço Colunata Eventos, no parque do Bom Jesus, em Braga, reunindo mais de 300 pessoas.

Neste caso, os melhores projectos de turismo, habitação, serviços & comércio, restauro e reabilitação estrutural situam-se na cidade de Lisboa, que recebe ainda, ex-aequeo com Matosinhos, o prémio na categoria de impacto social. Foram ainda distinguidos os melhores projectos quer no contexto específico de Lisboa quer no do Porto. Para Marco de Canaveses vai a distinção para a melhor reabilitação com menos de 1.000 m2, enquanto para Arouca segue o prémio para a melhor solução de eficiência energética.

Lançado em 2013, este prémio tem como objectivo reconhecer, premiar e divulgar a excelência na renovação das cidades portuguesas. Ao longo das suas seis edições, candidataram-se mais de 350 projectos de reabilitação em Portugal, tendo sido premiadas nas cinco edições anteriores um total de 42 intervenções em Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Porto, Matosinhos, Braga, Guimarães, Melgaço, Coimbra, Évora e Carvoeiro.

O Verride Palácio Santa Catarina, edifício de 1750, que abriu portas em 2017 em pleno miradouro de Santa Catarina, foi totalmente recuperado, tendo mantido a traça antiga e alguns pormenores, como sendo a escadaria em caracol à entrada, a fachada e o arco em pedra da suite Arch, descoberto já com o decorrer das obras, e ainda os azulejos azuis da casa de banho da suite Queen, que representa passagens da vida do conde de Verride, a figura mais emblemática que por lá passou.

A unidade, adquirida por privados, que gastaram 18 milhões de euros na recuperação do edifício, oferece 19 quartos que têm entre 30 e 44 metros quadrados e duas Royal Suites com 75 metros quadrados, dois restaurantes “O Criatura” que se localiza nas arcadas do palácio, e o “Suba”, no topo do edifício, que permite uma vista de 360 graus sobre Lisboa, piscina infinita virada para o Tejo e jardim de Inverno.