Viabilização do Montijo é “boa notícia”, afirma Francisco Calheiros

A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu quarta-feira uma decisão “favorável condicionada” ao Aeroporto do Montijo, viabilizando assim a sua construção. Para o presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, esta é uma “boa notícia”.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da CTP afirmou que o parecer da Agência Portuguesa do Ambiente “é uma boa notícia”, já que ele vem viabilizar o projecto. “Há muito tempo que estávamos à espera deste Estudo de Impacte Ambiental”, afirmou Francisco Calheiros, sublinhando que a construção do novo aeroporto vai permitir responder à falta de capacidade da Portela e aumentar a possibilidade de negociar novas rotas aéreas e, assim, incrementar os fluxos turísticos para Portugal.

A minuta da Declaração de Impacte Ambiental emitida pela APA, impõe, no entanto, algumas condições, nomeadamente um pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a cerca de 48 milhões de euros que deverão ficar a cargo da ANA – Aeroportos de Portugal. Sobre este aspecto, o presidente da CTP afirma esperar que a ANA e o Governo “se sentem o mais rapidamente possível” à mesma mesa e consigam “resolver o que é necessário fazer para se avançarem com as obras”.

Sobre estas condições exigidas pela APA na Declaração de Impacte Ambiental, a ANA – Aeroportos já emitiu um comunicado em que se afirma surpreendida e apreensiva com estas exigências. A ANA “vê com surpresa e apreensão algumas das medidas propostas, que avaliará detalhadamente dentro do prazo legal definido”, lê-se no comunicado em que a empresa ressalva que “em conformidade com o procedimento aplicável, a ANA Aeroportos de Portugal irá analisar a exequibilidade, equilíbrio e benefício ambiental dessas medidas, bem como as suas implicações tendo por base os pressupostos acordados anteriormente para o projecto”.

A Declaração de Impacte Ambiental agora produzida vem “na sequência do parecer, igualmente favorável condicionado, emitido pela Comissão de Avaliação composta por dezenas de especialistas e organismos da administração pública”, explica a Agência Portuguesa do Ambiente.