Vila Galé espera para este ano resultados idênticos aos de 2012

A Vila Galé espera que, este ano, os resultados do grupo se mantenham ao nível dos de 2012, um ano que acabou por não ser negativo, apesar da quebra de 5% nas receitas, ainda que a ocupação das unidades nacionais se tenha mantido inalterada, avançou ontem Gonçalo Rebelo de Almeida, director de vendas e marketing da Vila Galé. “Acreditamos que vai ser possível manter os números de 2012”, avançou o responsável aos jornalistas durante a BTL – Feira Internacional de Turismo, adiantando que a média da ocupação em Portugal rondou, em 2012, os 55%, enquanto as receitas, que registaram uma quebra de 5%, se situaram nos 61 milhões de euros, sensivelmente o mesmo valor alcançado no Brasil. “No ano passado, em termos de ocupação, terminámos, mais ou menos, com a mesma ocupação em Portugal, com uma ligeira quebra de 5% nas receitas, em parte imputável ao aumento do IVA e, a outra parte, por uma ligeira queda no preço médio dos hotéis. Em receitas, fizemos, em Portugal, 61 milhões de euros”, explicou. Por regiões, Gonçalo Rebelo de Almeida revelou que a unidade de Cascais “fez, num ano de crise, o melhor ano de sempre”, enquanto o Algarve, ao contrário dos anos anteriores, “aguentou-se”. “Na média dos 17 hotéis em Portugal, a ocupação ficou nos 55%. Por regiões, o Algarve, mesmo assim, aguentou-se. Tinha caído nos anos anteriores mas no ano passado aguentou-se”, avançou, explicando que na Madeira a “queda foi significativa”, enquanto no Porto houve uma descida devida ao aumento de oferta hoteleira na cidade e em Lisboa devido à diminuição de congressos. Para este ano, o grupo espera manter os resultados de 2012, ainda que o “mercado português seja uma incógnita”, o que tem levado o grupo a procurar novos mercados que consigam compensar a quebra no mercado doméstico e no espanhol. “Estamos a tentar salvaguardar que a queda previsível do mercado português e espanhol sejam, eventualmente, compensadas por crescimentos de outros mercados”, explicou, apontando a Índia, o Dubai, o Canadá e a Alemanha como mercados potenciais. “Temos estado a trabalhar para tentar assegurar um movimento maior em termos de mercados internacionais, reforçámos algumas acções de promoção e temos feito algumas viagens em mercados exploratórios, fomos à Índia, ao Dubai e vou, em Abril, ao Canadá. Reforçámos também as nossas acções de promoção na Alemanha, que é um mercado que ainda pode crescer muito”, disse. I.M.