XII Conferência do Grupo GEA “a olhar para o futuro”

A XII conferência anual do Grupo GEA, que decorreu no passado fim-de-semana em Baião, contou com a presença de cerca de 250 participantes dos quais 160 eram representantes de agências de viagens da rede. 

A sessão de abertura contou com a presença do presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, do vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Joaquim Ribeiro, e do director-geral do Grupo GEA, Pedro Gordon.

Joaquim Ribeiro foi sublinhar à plateia o bom comportamento turístico que o Porto e Norte de Portugal tem vindo a conhecer. Afirmando que o turismo “é um dos sectores da economia que mais boa conta tem dado de si nos últimos anos, em Portugal” o vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte destacou que na sua região o crescimento tem ultrapassado a média do país, pois enquanto Portugal cresce 10% “aqui no Norte, nos últimos três anos, tem atingido uma média de 15 % ao ano”, a que se junta o aumento da estada média dos hóspedes, facto que considerou muito satisfatório.

Acontecimentos no Norte de África e Médio Oriente, início de actividade das low cost são dois factores de peso no crescimento turístico da região mas, segundo o responsável, o principal “é o produto estruturado, a quantidade e diversidade de produtos que oferecemos e a venda dos chamados pacotes turísticos  feita pelas agências e operadores” que, afirmou “tem um papel importantíssimo nesta cadeia de valor do turismo”.

Já o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, direccionou o olhar para o futuro, algo que reputou de particularmente importante “porque o novo quadro jurídico, muito mais rigoroso e que nos exige muito mais responsabilidades, vai tornar a nossa actividade ainda mais arriscada, tornando o ambiente mais desafiante e mais adverso”, alertou.

“Olhar para o futuro nas agências de viagens é olhar para o cliente, é olhar para a especialização como foco na diferenciação pelo serviço, sempre com o objectivo de criar  valor para o cliente”, afirmou Pedro Costa Ferreira que deixou ainda outro alerta: “o fornecedor vai aumentar a pressão, não vamos pagar em prazos mais largos mas em prazos mais curtos” pelo que, assumiu, “é com o cliente que vamos resolver as nossas vidas”.