Zonas ardidas no Centro: Fluxo de nacionais cai mas aumenta de estrangeiros

O presidente da Turismo Centro, Pedro Machado, afirmou que têm-se registado “episódios díspares” nas zonas daquela região afectada pelos fogos. Se por um lado estão-se a registar quebras por parte dos turistas nacionais, por outro há um reforço de reservas por parte de estrangeiros.

No entanto, a tendência é de “10% a 15% de quebras, de cancelamentos”, que se procura agora recuperar “com esta campanha de promoção”.

Também Pedro Machado considera que a reorganização da floresta poderá desempenhar um papel importante na atracção de turistas. “Uma floresta mais bem organizada, com vertente económica, mas também com valência para receber em melhores condições os turistas é um desafio a cumprir”, frisou.

Face à quebra da procura, o Turismo de Portugal criou um mecanismo para apoiar as empresas do sector com quebras na procura face aos incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande e Góis.

“Criámos um mecanismo que possibilita o apoio à tesouraria das empresas turísticas que tenham quebras nesta fase”, disse à agência Lusa a secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, após uma reunião pública com autarquias e operadores turísticos afectados pelo incêndio que começou em Pedrógão Grande, a 17 de Junho.

Durante a reunião foram apresentadas várias medidas de promoção do território afectado pelas chamas, estando em cima da mesa a criação de “um calendário de eventos especial para atrair mais procura”, como ‘trails’ ou festivais de música, ficando ainda no ar a possibilidade de se criar um mapa das zonas não afectadas para quem visita a região.