2018 “foi um ano de crescimento” para a GEA, afirma Pedro Gordon

À margem da 14ª Convenção Nacional do Grupo GEA que decorreu no fim-de-semana em Sesimbra, Pedro Gordon, director-geral da GEA Portugal, afirmou aos jornalistas que 2018 “de modo geral foi um ano bom, um ano de crescimento”, avançando que até 30 de Setembro o número de pacotes turísticos comprados aos operadores aumentou 11%, com as reservas hoteleiras a registarem um “crescimento real” a “rondar os 15%”.

Em conversa com os jornalistas, Pedro Gordon precisou que a venda de pacotes dos 12 principais operadores turísticos para a GEA, que “representam mais de 90% do total de vendas” registou “um crescimento de 11% relativamente ao mesmo período do 2017”, atingindo “47,5 milhões de euros”. Entre os principais operadores para a GEA estão, por ordem decrescente, a Soltour, que continua a ocupar o primeiro lugar em vendas, seguida da Jolidey “que este ano passou para a segunda posição”, Soltrópico, Nortravel, Solférias e Viajar Tours “que também subiu bastante este ano”. O director-geral da GEA precisou ainda que “todos cresceram, excepto a Travelplan”, explicando que “temos tido um decréscimo nas compras com a Travelplan, o que é normal porque a Travelplan tem tido menos produto no mercado”.

Caraíbas, no que toca aos pacotes turísticos e Algarve em termos de estadas, foram os destinos mais importantes em termos de facturação. No que se refere aos pacotes, seguiram-se Cabo Verde, Baleares e Canárias, sendo de destacar “um crescimento forte na Tunísia e Saidia”.

No que toca a reservas hoteleiras, as compras às seis principais centrais (Veturis, Bedsonline, W2M, easybookings, Tour Diez e Teldar Travel) registaram, até 30 de Setembro, um volume de 18,5 milhões de euros, num aumento homólogo 29% mas, como este ano entraram neste grupo centrais de reservas hoteleiras que não entraram nas contas das maiores o ano passado “o crescimento real nas reservas hoteleiras deverá rondar os 15%”, esclareceu Pedro Gordon.

Quanto a companhias aéreas, as compras à TAP representaram 50% do volume total, seguindo-se as companhias do Grupo Lufthansa, IAG, SATA e Air France-KLM. Pedro Gordon sublinhou mesmo o facto de a SATA ter representado um volume de 3,342 milhões de euros até 30 de Setembro, num crescimento homólogo de 17,8%.

Na área dos cruzeiros, a MSC liderou, com um crescimento de 30% face ao ano passado, alcançando os 3,150 milhões de euros, com o Mediterrâneo a continuar a ter um maior peso que as Caraíbas no volume facturado. Seguiram-se Pullmantur, Melair e Costa Cruzeiros.

Pedro Gordon acrescentou ainda que até 30 de Setembro a GEA Portugal contava com 322 agências (no final de 2017 eram 305) num total de 422 balcões, o que significa “um aumento entre 5 e 6%.

“O conhecimento do cliente como chave para o sucesso das agências de viagem” foi o lema a que se subordinou a 14ª Convenção Nacional da GEA Portugal, que serviu também para assinalar o 15º aniversário deste agrupamento de agências independentes. Uma convenção que, segundo Pedro Gordon “correu muito bem” e em que estiveram presentes representantes de 235 balcões de 140 agências distintas.