Acordo APAVT-MNE: segurança dos viajantes portugueses é a palavra-chave

A segurança dos cidadãos portugueses que se desloquem em viagem ao estrangeiro é a palavra-chave de um protocolo de colaboração assinado esta terça-feira em Lisboa, entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e a Associação Portuguesas das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disponibiliza de forma gratuita a aplicação para dispositivos móveis “Registo Viajante” que se destina a quem efectua viagens ou deslocações de curta duração ao estrangeiro e permite a localização de cidadãos nacionais em caso de emergência, catástrofe natural, atentados, alterações de ordem pública, e acidentes desde que nela se encontrem registados sempre que viajem. Por outro lado, o Portal das Comunidades Portuguesas apresenta uma secção denominada Conselhos aos Viajantes, objecto de actualização permanente, que pode ser utilizada pelos associados da APAVT.

O acordo rubricado pelo presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, e pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, visa promover a divulgação das características e vantagens dos dois instrumentos com o objectivo de melhor informar os cidadãos nacionais em viagens, nomeadamente em matéria de prevenção de riscos e situações de emergência.

Neste caso a APAVT compromete-se a divulgar estes instrumentos através dos seus canais institucionais, bem como o que um posto consular pode fazer pelo viajante, disponibilizar uma linha telefónica dedicada e um endereço de email para uso exclusivo da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades com o objectivo de se institucionalizar o diálogo regular entre os dois organismos nas situações de emergência.

Na sua intervenção Pedro Costa Ferreira realçou que “o mundo está imprevisível quer por questões políticas e sociais, quer pela existência cada vez mais frequentes de condições naturais extremas. Com este mundo mais imprevisível também as viagens estão associadas a um maior risco”, para lembrar que “é o agente de viagens que está mais associado à capacidade de intervir ao longo da viagem quando alguma coisa inesperada acontece. Portanto todo este conceito de segurança e de gestão do risco nos é muito caro e está muito ligado à actual agência de viagens”.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu-se à importância destes instrumentos cuja primeira preocupação é garantir o acompanhamento daqueles que saem do país em viagens de turismo e são cada vez em maior número e para todas as regiões do mundo, para esclarecer que só no último ano mais de 26 mil viajantes portugueses usaram e descarregaram a aplicação “Registo Viajante”.