A4E apela a reabertura de fronteiras europeias até Julho

Thomas Reynaert, director-geral da Airlines for Europe, assinou uma carta aberta para os ministros da Administração Interna e Transportes da União Europeia, em que apela ao levantamento das restrições de fronteiras até ao início de Julho.

“À medida que a situação sanitária na Europa e mais além está gradualmente e continuadamente a melhorar, é agora urgente dar o passo em frente e restaurar efectivamente a liberdade de movimento, um dos pilares da União Europeia”, escreve o responsável, que lembra que a 11 de Junho a Comissão Europeia recomendou aos Estados-Membros que levantassem as restrições das fronteiras na Zona Schengen até dia 15 deste mês.

O objectivo seria ter uma Zona Schengen totalmente funcional a nível de liberdade de movimento até ao final do mês, seguindo-se o gradual levantamento de restrições de viagens para fora da União Europeia. A A4E apoia estes objectivos, “que são da maior importância para restaurar a conectividade e alavancar a recuperação das companhias aéreas europeias, tendo em conta a época de Verão que se aproxima”.

“Contudo, uma reabertura eficaz do transporte aéreo só será possível se os Estados-Membros adoptarem uma abordagem coordenada, que leve em conta tanto as restrições de viagens como as medidas de segurança necessárias”. A falta de coordenação entre Estados levou, na opinião da A4E, a “uma abordagem fragmentada que debilita tanto as tentativas de relançamento de operação das companhias aéreas como os planos de férias dos cidadãos”, e poderá “pôr em risco a integridade da Zona Schengen”.

Assim, a A4E pede aos Estados-Membros “que intensifiquem a sua cooperação para alcançar uma Zona Schengen totalmente funcional até ao final de Junho e uma reabertura gradual das fronteiras externas até 1 de Julho, como apresentado pela Comissão a 11 de Junho. Esta cooperação deve ser baseada na consulta constante e partilha de informação, de forma bilateral e a nível europeu”. Está confiante que “esta abordagem vai permitir o equilíbrio necessário entre minimizar o risco de uma segunda vaga, enquanto se preservam os valores da União”.

Mais informações sobre os objectivos da Comissão Europeia disponíveis [aqui].