Açores apresentam Plano Estratégico e de Marketing do Turismo com foco na natureza

O Governo Regional do Açores apresentou esta quarta-feira no Plano Estratégico e de Marketing do Turismo, documento com orientações até 2020, que aborda “uma postura de exigência e de inconformismo” que deve ser “essencial imprimir e garantir” no sector”, de acordo com Vasco Cordeiro.

A natureza é apontada como o produto prioritário para as opções estratégicas no sector no arquipélago e ainda o potencial no mar, segundo o documento desenvolvido pelo IPDT.

É também definida uma estratégia de produto por ilha, trabalhando ainda no destino como um conceito “‘cool’ e confortável” e com um povo afável.

Quanto aos mercados, a aposta vai para aqueles que estão em crescimento, como Estados Unidos da América, França, Reino Unido, Canadá e Itália, embora não signifique que não se invista nos outros.

O presidente do Governo dos Açores garantiu que este “não é um plano do Governo”, nem das centenas de pessoas e entidades envolvidas na sua discussão, mas um documento aprofundado, com um conjunto de alterações que, a partir daqui, devem ser desencadeadas, por exemplo, nos mecanismos de apoio a iniciativas com interesse turístico.

E declarou que “este é um ponto de partida, não é um ponto de chegada. Deixo também o apelo neste momento para o facto de considerarmos a imperiosa necessidade de assumirmos esta como uma linha estratégica”, garantindo, garantindo, contudo, que “ninguém está coagido ou obrigado a seguir este plano”.

Vasco Cordeiro sustentou ainda que há muito trabalho a fazer na qualificação de produtos e de serviços e reforçou a importância de “acautelar a sustentabilidade ambiental, económica e social do turismo dos Açores”, que considerou uma responsabilidade de todos.

O presidente do Governo dos Açores, pediu, no entanto, uma postura de exigência e de inconformismo no turismo, alertando os agentes do sector para que não cedam “à tentação” e não se deslumbrem com os indicadores favoráveis.
“Temos que ter consciência obviamente daquilo que é agradável constatar e é agradável ver, mas temos sobretudo que ter consciência daquilo que nos falta fazer e do que nos falta ultrapassar e não podemos nem devemos ceder à tentação de nos deslumbrarmos com as estatísticas”, afirmou Vasco Cordeiro, para indicar ainda que “se assim acontecesse eu julgo que seria o princípio do fim deste sector”.