Aeroporto de Beja faz 5 anos e continua com fraca procura

Apesar dos esforços efectuados pela Ana, o aeroporto de Beja, que celebra esta quarta-feira cinco anos de actividade, a procura da aviação comercial continua diminuta, levando a concessionária a representar a actividade desta infra-estrutura aeroportuária e a vocacioná-la para outro tipo de operação.

Durante este anos, este importante activo da rede de transportes da região, que reúne todas as condições para se constituir como uma infra-estrutura fundamental para o desenvolvimento de toda a região do Alentejo, foram sendo apenas efectuadas operações comerciais exploratórias que resultaram da cooperação entre a ANA, as entidades do turismo e operadores.

A ANA “está ciente que tal propósito depende de variáveis de contexto associadas ao desenvolvimento da própria região, nomeadamente ao nível económico, cuja evolução não controla nem está em condições de antecipar. Até ao momento, e pese embora existam vários produtos geradores de procura, a região do Alentejo ainda não dispõe de um mercado com dimensão suficiente para viabilizar a existência de fluxos turísticos e de carga para os quais o transporte aéreo seja um elemento determinante”.

Assim, a ANA tem apostado na implantação de actividades de natureza industrial naquela infraestrutura, capazes de gerar investimentos e criar postos de trabalho, nomeadamente a manutenção e desmantelamento de aeronaves e o estacionamento de aeronaves de média-longa duração, que começaram a apresentar resultados no início de 2016 com a presença da companhia aérea Hi Fly, da euroAtlantic airways e da SATA.

Actualmente, o Aeroporto de Beja constitui-se como a base de operações da frota de aeronaves wide body da Hi Fly, sendo que tem garantido, desde Janeiro, o estacionamento de 3 a 5 aeronaves que utilizam diariamente a infra-estrutura como plataforma giratória entre operações, incluindo actividades de suporte, nomeadamente de manutenção. Mais recentemente, a 28 de Março, iniciaram-se as operações da euroAtlantic airways com o estacionamento de duas aeronaves B767-300, sendo que esta companhia propõe-se basear parte da sua frota de aeronaves Boeing 767 neste aeroporto. Também a SATA Azores Airlines utilizou a infra-estrutura para estacionar uma aeronave por um período aproximado de duas semanas, estando em curso contactos com outras companhias aéreas, que poderão vir a apresentar resultados positivos no curto prazo.

Na mesma linha de acção, a ANA Aeroportos de Portugal, SA e a Galp Energia celebraram este ano um acordo que permitiu baixar o preço do combustível de aviação no Aeroporto de Beja, tornando assim esta infraestrutura mais competitiva.