Aeroporto de Lisboa poderá ter mais movimentos por hora

Segundo o ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, poderá chegar aos 48 movimentos por horas em 2020, mais 10 que a média actual, no âmbito das simulações feitas na navegação aérea.

Em informações avançadas pela Lusa, Pedro Marques referiu que as simulações feitas mostram que poderá haver 72 movimentos por horas quando o aeroporto do Montijo estiver operacional, mas que “pode ser antecipado o sistema ‘point merge’ para 2020 no caso do Aeroporto Humberto Delgado”. Se a ANA “acelerar a disponibilização das condições físicas”, e se “tudo se puder conjugar, a parte da navegação aérea permite aumentar a capacidade de movimentos bem para lá dos 40 movimentos por hora já no ano de 2020”.

Pedro Marques participou, esta segunda-feira, na segunda reunião do grupo de acompanhamento do Aeroporto Humberto Delgado, depois de assumir, no primeiro encontro, o compromisso de desenvolver medidas para mitigar o congestionamento da infra-estrutura. Na primeira reunião, a 12 de Julho, as principais entidades que operam no aeroporto comprometeram-se a “desenvolver um conjunto de medidas mitigadoras do congestionamento naquela infra-estrutura, especialmente nos meses de Verão”, avançava o comunicado do gabinete do ministro, divulgado na altura.

A ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil, ANA – Aeroporto de Portugal, NA, NAV – Navegação Aérea de Portugal e TAP, acordaram, também, que iriam realizar quinzenalmente reuniões de monitorização da actividade aeroportuária, estendendo a outras entidades os processos de coordenação. Comprometeram-se a melhorar a articulação operacional dos diversos intervenientes, o procedimento de descolagem, a informação antecipada sobre eventuais perturbações, a agilização dos processos de licenciamento e certificação de pilotos e o reforço do pessoal de apoio nas zonas de maior fluxo de passageiros.

Prometeram, ainda, reforçar os equipamentos, melhorar o planeamento e gestão de pessoal e equipas de reserva, bem como disponibilizar o sistema de navegação para aterragem em operações de baixa visibilidade, na pista 03, no final do terceiro trimestre. O sistema de tráfego aéreo, cuja compra está actualmente em fase de contratação, vai permitir uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo na região de Lisboa, constituindo uma peça fulcral para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, refere o ministério da tutela.