Agências de viagens em “clima” de recuperação

Esta é a conclusão do estudo “Operadores turísticos e agências de viagens” que a consultora Informa D&B acaba de publicar e no qual se perspectiva um aumento de 2 a 3% no volume de negócios do sector em 2015.

O estudo indica que, após o comportamento negativo verificado entre 2007 e 2013, a procura de viagens começou a recuperar o ano passado, quando se verificou um crescimento de 1,4% nas receitas dos operadores turísticos, alcançando-se os 295 milhões de euros. Mesmo assim falta muito ainda para atingir os níveis de pré-crise, uma vez que em 2007 as receitas dos operadores ascenderam a 465 milhões de euros. O estudo sublinha mesmo as receitas dos operadores tiveram uma variação média anual de -6,5% entre 2007 e 2013.

Nas agências de viagens o panorama não foi muito melhor, com uma variação média anual de -4,6% entre 2007 e 2013 no volume de negócios. Já em 2014 registou-se uma subida de 1% face ao ano anterior, para 1.475 milhões de euros

O estudo estima que este ano se tenha consolidado a tendência de recuperação fruto de uma “melhoria progressiva da procura turística”, esperando-se que essa recuperação se cifre em 2% a 3% em termos do volume de negócios dos operadores (para 302 milhões de euros) e que as vendas dos agentes de viagens aumentem cerca de 2% para 1.505 milhões de euros.

Entrada de novos concorrentes no mercado e deslocação da procura para os canais online são duas tendências apontadas pelo estudo que aponta ainda como expectável o redimensionamento do sector, o encerramento de pequenas empresas, o redimensionamento das grandes redes e as operações de compra e fusão.

Ainda de acordo com o estudo, os cinco maiores operadores turísticos foram responsáveis, em 2014, por “mais de 60% do volume de negócios total”, sendo que a sua “quota conjunto no mercado retalhista se situou em 39%”.