Agentes de viagens e turismo de Itália pedem ajuda com o Covid-19

Ivana Jelinic, presidente da FIAVET – Federação Italiana dos Agentes de Viagens e Turismo, pede ao governo italiano para ajudar os operadores de um sector que “está em plena crise”, com os impactos da emergência Covid-19, através, entre outras medidas, da isenção de impostos.

“Pedimos intervenção imediata do Ministério do Património Cultural e Actividades de Turismo, Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, e do Massachusetss Institute of Technology – Italy, para mitigar os impactos do Covid-19 em apoio aos operadores italianos do sector turismo”, é como começa o comunicado da FIAVET, assinado pela sua presidente. A mensagem atesta que os danos que se esperavam no sector do turismo excederam os esperados, pelo que é necessária uma resposta urgente.

Vários problemas têm agravado a situação do turismo em Itália, como o colapso dos pacotes de férias de neve nos Alpes Italianos, o cancelamento de eventos de turismo de negócios e congressos, e a incessante discussão da proibição de viagens ao estrangeiro. Ivana Jelinic avança que “a chegada de turistas a Itália está reduzida ao mínimo, e as viagens de italianos ao estrangeiro está estagnada devido à proibição de viagens para muitos destinos, o que está a gerar cancelamentos das férias da Páscoa que se aproximam”,

Assim, o pedido da Federação aos Ministérios é um aumento da consciencialização das embaixadas estrangeiras em Itália, para que cessem os pedidos de impedimentos de viagens de e para o país, que “causarão danos significativos”. Já foi convocada uma reunião de emergência entre as associações do sector e representantes do Ministério do Património Cultural e Actividades de Turismo para solicitar um pacote de medidas de apoio às empresas do sector, do ponto de vista de previdência social, mas também de isenção de impostos.

Ivana Jelinic assegura que “estes pedidos estão relacionados com a duração da emergência de saúde pública em Itália”, pedindo que “o pagamento de impostos dos trabalhadores por agências de viagens e operadores turísticos sejam interrompidos, enquanto os salários continuam a ser pagos aos empregados, e que a quarentena seja encarada como um período de doença”.

Do ponto de vista fiscal, a Federação solicita a suspensão do cumprimento das obrigações com o turismo das empresas tributárias, e que o Estado assuma o pagamento de impostos referentes ao período fiscal de 2020 dos municípios em questão. Quer também o cancelamento da taxa regional IRAP referente ao período fiscal e 2019, para contribuintes cujo valor de produção não exceda os 200.000€. Acima deste valor pede uma redução de 50%.

A FIAVET pede ao Estado que se encarregue do pagamento do IMU e TARI relacionados com o período fiscal de 2020, dos municípios afectados. “É essencial activarmos a segurança social e isenção de impostos para manter as empresas vivas”, conclui a presidente da Federação. “Todas as decisões têm consequências e os danos económicos das escolhas feitas não podem recair sobre as empresas e cidadãos, que devem ser protegidos tanto na saúde como no trabalho”, acrescenta.