Agigarve reclama apoios para guias-intérpretes do Algarve

A Agigarve – Associação de Guias-Intérpretes do Algarve escreveu uma carta aberta aos deputados eleitos pelo Algarve, em que avança que estes profissionais se sentem excluídos dos apoios endereçados ao sector turístico na consequência da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

A carta assinada por Cristina Marreiros, presidente da Agigarve, explica que “os profissionais de informação turística são, maioritariamente, profissionais independentes, que aufere os seus honorários através de recibos verdes”. Desta forma, sentem-se “excluídos” dos apoios para o turismo que “são pensados para empresas e não para os trabalhadores individuais”, sendo que o apoio para trabalhadores independentes “ainda não foi pago”.

As ajudas para trabalhadores independentes levam em conta a perda de rendimentos nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, com o apoio a ser calculado a partir daí, mas para os profissionais do turismo “este período temporal em termos de rendimentos é residual”, com muitos dos trabalhadores a fechar actividades nesses períodos. Assim, “quem fechou a actividade em Dezembro e só reiniciaria em Abril, está fora dos apoios”.

A carta refere também o potencial condicionamento ao acesso às praias, com o ‘sol e mar’ a ser ainda o produto com mais força da região mais a sul de Portugal Continental. “Se as praias estiverem fechadas, não faz sentido que se venha cá”, escreve a Associação. E assim vem pedir o “verdadeiro empenho na defesa desta região e dos que cá vivem, trabalham e contribuem para o desenvolvimento geral”, aos deputados eleitos pelo Algarve.

Desta forma, a carte vem com algumas sugestões, pois “temos que pensar o amanhã, como vamos reabrir e captar novos clientes”. A Associação fundada em Janeiro deste ano considera que “esta é a altura certa para acabar com as portagens na Via do Infante, começar o tal Hospital que deverá melhorar a qualidade dos cuidados de saúde prestados, assim como outras infra-estruturas que sirvam o Algarve”.