AHETA: 2018 trouxe subida de preços e RevPar com ocupação a descer

Com uma ocupação média de 63,4%, menos 1,1% que no ano anterior, os hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve viram o seu volume de negócios a aumentar 3,8% e o RevPar a subir 3,3% em 2018. Os dados são da AHETA, inscritos no documento em que analisa os resultados de 2018 e traça perspectivas para 2019.

De acordo com a AHETA, em termos globais, incluindo segundas residências, camas não classificadas oficialmente e outros meios de alojamento, o Algarve recebeu, em 2018, cerca de 4,3 milhões de turistas estrangeiros e 3,2 milhões de portugueses, dos quais cerca de 2,1 milhões permaneceram em casa própria, familiares ou amigos e alojamento particular. Já no que se refere aos turistas estrangeiros, cerca de 1,3 milhões de estrangeiros recorreram também a este tipo de alojamento (particular) para as suas férias.

No que toca a dormidas, a região ultrapassou os 20 milhões (20,3 milhões), enquanto o RevPar aumentou 3,3%, situando-se nos 55,1€, levando o alojamento a ser responsável por cerca de 790 milhões de euros e a facturação bruta total ascendido a 1,080 milhões de euros. “Comparativamente às principais zonas concorrentes de Espanha, a variação do RevPar, no Algarve esteve ao nível do registado nas Ilhas Baleares, e acima do registado nas ilhas Canárias e na Catalunha. Em termos absolutos, o valor de RevPar no Algarve apenas ultrapassa os valores da Comunidade Valenciana e da Região de Múrcia”, sublinha a AHETA no documento.

Ainda de acordo com o documento da AHETA, no ano que passou 57,8% das empresas aumentaram a sua facturação bruta relativamente ao ano anterior, enquanto as vendas nominais aumentaram, em média, 3,8%.

Num ano que ficou marcado pela quebra do mercado britânico por via do Brexit e da desvalorização da Libra, bem como pelo ressurgimento de alguns destinos concorrentes, nomeadamente do Norte de África, a AHETA destaca pela positiva, “a evolução verificada nos últimos anos pelo mercado francês” que voltou, em 2018, a registar “mais dormidas que o mercado espanhol” e sublinha também o comportamento dos mercados nacional e espanhol que recuperaram das quebras de anos anteriores.