AHETA perspectiva melhor ano turístico para o Algarve em 2020

Divulgado esta terça-feira, o “Balanço do ano turístico 2019 / Perspectivas 2020” da AHETA dá nota dos “resultados positivos” do ano turístico na região algarvia e projecta “melhoria, embora ligeira” em 2020, nomeadamente em termos dos resultados das empresas e do volume de negócios.

Para o ano em curso, as estimativas da AHETA vão no sentido de um “aumento ligeiro das ocupações”, concretamente +1%, com os preços das unidades hoteleiras a deverem “subir em média 1,7%”. Esta situação, frisa a Associação, “vai contribuir para uma melhoria ligeira da situação financeira das empresas, assim como para o crescimento do volume de negócios (+2%) e, por essa via, dos resultados líquidos que “deverão aumentar 3,2%”.

Ainda de acordo com as perspectivas avançadas pela AHETA, “os resultados operacionais das empresas hoteleiras e turísticas do Algarve deverão melhorar, em média, 2,2 por cento em 2020”, enquanto “os custos operacionais deverão aumentar 2,5%”.

Contas feitas, o ano turístico de 2020 será ainda mais positivo que 2019 na região algarvia, ano em que a taxa de ocupação média subiu 0,9% para 63,8% e o volume de vendas aumentou 3,9% face ao ano anterior.

No total, o Algarve registou, o ano passado, 20,695 milhões de dormidas nos meios de alojamento classificados oficialmente, realizadas por 4,459 milhões de hóspedes, dos quais 3,251 milhões foram estrangeiros e 1,208 milhões nacionais. Os britânicos, com 30,5% do total de dormidas, os portugueses com 20,5%, alemães com 10,2% e holandeses com 6,5%, foram os mercados que mais contribuíram para o bom comportamento deste indicador.

A propósito, a AHETA comenta que o facto que mais influenciou os resultados turísticos de 2019 foi o aumento, em 4% da procura do mercado britânico, após as descidas de 8,5 e 6% em 2017 e 2018, respectivamente. A recuperação do mercado britânico acabou, aliás, por ser decisiva na compensação das quebras dos alemães (-11,7%) e holandeses (-8,4%).

Positiva em 2019 foi também a evolução do RevPar, que subiu 3,3% para 54,40€ / dia, com as receitas totais de aposento a ascenderem aos 907 milhões de euros e a facturação total a ultrapassar 1,225 milhões de euros.

Factores a influenciarem negativamente os resultados turísticos da região algarvia no ano que passou, houve vários, com a AHETA a destacar a falência de várias companhias aéreas (Flybmi, WOW Air, Aigle Azur, Germania e Thomas Cook), bem como a falência do operador turístico Thomas Cook que, segundo avança a AHETA, causou “prejuízos da ordem dos 15 a 20 milhões de euros, respeitante a facturação vencida e não paga aos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve, para além de ter afectado seriamente a confiança dos consumidores de férias neste canal de comercialização e distribuição”.