A AHP está satisfeita com as alterações feitas ao regime de lay off simplificado, considerando que se adequa às necessidades da hotelaria, no entanto, apela a que os pagamentos sejam feitos com a máxima celeridade. A Associação mostra-se preocupada com a recuperação do turismo que “será lenta e difícil”.
“Tanto as medidas agora anunciadas, como as alterações às medidas de lay off vêm ao encontro das propostas que têm vindo a ser apresentadas pela AHP, pelo que tranquilizam bastante os empresários do sector”, assegura o presidente da AHP.
Raul Martins está, no entanto, preocupado com a celeridade com que os apoios irão chegar às empresas: “Apelámos para que os pagamentos e os reembolsos às empresas, que têm de avançar com os salários dos trabalhadores e depois esperar pelo reembolso da parte da Segurança Social fossem rápidos e, pela informação que dispomos, o Governo está a ter isso em consideração, sendo que os primeiros reembolsos estão previstos para 28 de Abril”, sublinha o responsável.
Destacando que “todas as nossas propostas têm sido atendidas” e que “as medidas, até agora anunciadas, são correctas e ponderadas e vão ao encontro do que é necessário para continuar a garantir os postos de trabalho e assegurar que teremos capacidade no futuro para retomar a nossa actividade”, o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal está, ainda assim preocupado com o futuro. “Estamos preocupados quanto ao ritmo de retoma da actividade das viagens e turismo, que vai ser lenta e difícil”, alerta.
Por isso mesmo, a AHP entende necessário alargar os prazos de reembolso das empresas “para cerca de 3 anos, o que vamos propor ao Governo”, adianta Raul Martins.
Recorde-se que a AHP criou uma linha específica de atendimento por email ou telefone, bem como uma plataforma aberta a toda a comunidade hoteleira – covid-19.hoteis-portugal.pt – onde se encontram documentos e orientações a seguir, bem como ter resposta a perguntas.

