AHP nega notícias sobre fraudes na facturação em hotéis

Reagindo à acção de fiscalização desenvolvida na passada semana pelo Fisco e que, de acordo com notícias vindas a lume no final da semana terá detectado 30% de reservas não declaradas, a Associação da Hotelaria de Portugal rejeita que os hotéis sejam responsáveis pela situação e lembra que desde há muito o alojamento paralelo é uma das suas maiores preocupações. A Associação da Hotelaria de Portugal veio ontem reagir contra as notícias que, no final da semana passada, davam conta de alegadas fraudes na facturação dos hotéis. Em comunicado, a AHP afirma ser com “grande preocupação” que encara comentários que colocam, lado a lado, os hotéis e a oferta ilegal de “camas paralelas”. Lembrando que estas acções de fiscalização têm vindo a ser sugeridas “há bastante tempo pela AHP” como instrumento de combate à fuga fiscal no alojamento paralelo que representa cerca de 4 milhões de dormidas, Luís Veiga, presidente da Associação, considera “inoportuna a referência explícita aos hotéis” estabelecimentos que de há muito estão sujeitos a “regras contabilísticas e fiscais muito apertadas”. “O sector da hotelaria é obrigado a ter programas de facturação certificados, emite sempre facturas e é constantemente submetido a fiscalizações, pelo que o bom nome do sector não pode ser posto em causa”, afirma o presidente da AHP. A AHP lembra também que a acção realizada na passada semana, tinha sido anunciada pelo governo em Junho, aquando da aprovação do Decreto-Lei do Alojamento Local, que “finalmente vem regular este tipo de oferta e penalizar fortemente a oferta ilegal de camas e a sua intermediação”. M.F.