AHP: preços médios da hotelaria subiram 2% em Maio a nível nacional

Em Maio, os preços médios por quarto ocupado e por quarto disponível (ARR e RevPar, respectivamente) registaram, ambos, um crescimento de 2% face ao mesmo mês do ano passado, enquanto a taxa de ocupação manteve idênticos valores. A conclusão é do AHP Tourism Monitors.

De acordo com os dados do AHP Tourism Monitors, divulgados esta segunda-feira pela Associação da Hotelaria de Portugal, a taxa de ocupação dos hotéis a nível nacional atingiu os 78% em Maio último, percentagem idêntica à registada no mesmo mês do ano anterior.

Por regiões, a AHP destaca as subidas registadas na Costa Azul, Minho, Lisboa, Alentejo e Algarve, com Lisboa (90%), Grande Porto (87%) e Costa Azul (83%) a registarem as taxas de ocupação mais elevadas. No pólo oposto, há a destacar uma variação negativa nos destinos Madeira (- 3,7 p.p., para 79%), Estoril-Sintra (-2,3 p.p., para 78%), Açores (-1,8 p.p., para 78%), Aveiro (-1,1 p.p., para 63%) e Beira Interior & Viseu (-2,6 p.p., para 42%). Esta última foi a taxa de ocupação mais baixa registada no país.

Já o ARR (preço médio por quarto ocupado) 2% a nível global, fixando-se em 99€. Neste indicador, destaque para as categorias 3 e 4 estrelas, com um crescimento de 5% e 3%, respectivamente.

O RevPar foi de 77€, igualmente 2% acima do registado no período homólogo. Os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Lisboa (120€), Grande Porto (91€) e Estoril/Sintra (80€). Já o RevPar mais baixo registou-se na região da Beira Interior & Viseu, onde não foi além dos 23€.

Cristina Siza Vieira, CEO da AHP, destaca “como já se perspectivava, em Maio, o Minho, Coimbra, Costa Azul e Alentejo registaram crescimentos expressivos em todos os indicadores de operação, particularmente no preço médio e na taxa de ocupação. Também é verdade que são os destinos com maior margem para progressão”.

No sentido contrário, comenta Cristina Siza Vieira, “a maior preocupação é o destino turístico Leiria/Fátima/Templários que neste mês, um mês tradicionalmente forte para Fátima, teve uma quebra bastante significativa tanto no ARR como no RevPar, apesar do crescimento de 1% na taxa de ocupação. Estamos a falar de um destino que teve um grande boom de visitantes durante o ano de 2017 e que desde então tem vindo a decrescer, tanto em ocupação como em preço”. Acentua ainda a responsável que a preocupação relativamente a Leiria/Fátima é ainda acrescida “pela proposta de regulamento para implementação da taxa turística neste destino que, a avançar, será claramente prejudicial para a hotelaria e, portanto, para a região.”