AHP quer transportes e museus grátis para turistas em Lisboa e mais verbas para a promoção

Estas são algumas das medidas sugeridas à Câmara Municipal de Lisboa pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). O objectivo é conseguir atrair turistas à capital portuguesa e com isso tentar salvar as empresas que vivem directa ou indirectamente do turismo. Por isso a Associação quer também ver reforçadas as verbas da ATL para promoção.

Promoção turística, por um lado, e serviços municipais, rendas, taxas/tarifas e impostos municipais, por outro, são os 2 eixos em que se desenvolve o pacote de medidas que a AHP apresentou à CML, a pedido da própria autarquia.

No que toca ao primeiro eixo, a AHP considera que a realização da Champions League em Lisboa deve ser aproveitada para a organização de fam trips “personalizadas e altamente qualificadas”, para os jornalistas que acompanhem o evento.

Pretende igualmente a Associação que sejam reforçadas as verbas da Associação Turismo de Lisboa (ATL)  para promoção turística, procurando que a capital portuguesa continue no “top of mind” dos turistas. Ainda ao nível da promoção, aponta a necessidade de promover Lisboa nos mercados de maior proximidade e de potenciar os incentivos à captação de rotas aéreas.

Criar “estímulos dirigidos à pouca procura” que a cidade tem, é outra das sugestões, que passa, nomeadamente, pela “atribuição de um voucher/vale de desconto” a cada turista que pernoite  em estabelecimentos hoteleiros e alojamento local colectivo (hostels e guesthouses),  por um mínimo de 3 noites. A Associação aponta o valor de  50€ por pessoa, a descontar em serviços turísticos  à escolha.

Tornar os transportes públicos gratuitos para os turistas hospedados em hotéis, hostels e guesthouses (e também para residentes e trabalhadores) até Março do próximo ano e isentar estes hóspedes do pagamento de entradas em todos os espaços culturais e equipamentos geridos pela Câmara Municipal, também até Março.

Raul Martins, presidente da AHP, salienta que embora as propostas sejam para a CML “são susceptíveis de ser seguidas por outros municípios”. Sublinha também que “as medidas que venham a ser implementadas devem ser orientadas quer para o apoio à sobrevivência das empresas, como estímulo ao turismo interno e espanhol no que resta do verão e outono, mas também como medidas de mais longo alcance, para a retoma progressiva do sector” porque, como afirma, “sem empresas não haverá seguramente retoma do Turismo”.