AHP também elogia aprovação de vouchers para reembolsos

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) congratula-se com a aprovação, em Conselho de Ministros do “regime de excepção que vai permitir ao cliente o reagendamento da estadia num hotel ou a emissão de um “voucher”, válido pelo prazo de um ano a contar do levantamento do estado de emergência”.

“A proposta entregue pela AHP e aprovada em Conselho de Ministros esta sexta-feira, dia 17 de Abril, prevê que, aos clientes que por força das restrições decorrentes da situação da pandemia da COVID-19 cancelem estadias em hotéis, cujas reservas hajam sido efectuadas ou directamente, ou através de plataformas em linha ou de agências de viagens, não seja imediatamente devolvido o pagamento mas que estes fiquem com um crédito sobre o hotel, válido durante um ano”, lê-se no comunicado enviado pela Associação.

A AHP explica ainda que “o reagendamento ou “voucher” são emitidos em determinadas condições e, caso a viagem ou estadia não possa ser realizada no prazo de um ano, após o levantamento do estado de emergência, o cliente terá direito ao reembolso” e recorda que a proposta que tinha enviado ao Governo, através da Secretaria de Estado do Turismo, tinha em vista “acompanhar a tendência de outros países, como é o caso da Bélgica e de Itália, onde propostas similares já se encontram em vigor, ou em preparação, como em Espanha e França”.

Raul Martins, presidente da AHP, afirma que “era indispensável e muito urgente a aprovação desta medida, aplicável às tarifas não reembolsáveis. Esta medida irá permitir, quer atender ao direito de devolução por parte dos clientes, impossibilitados de viajar por uma causa de força maior, por um lado, quer, por outro, responder à difícil situação da tesouraria das empresas hoteleiras, que tinham já recebido estes valores, quer, finalmente, servir de estímulo e esperança à retoma das viagens num prazo muito razoável”.

No fundo, conclui o presidente da Associação dos hoteleiros, “trata-se de uma forma de solidariedade entre todos: clientes, Hotéis, plataformas em linha e agências de viagens”.