AHRESP defende manutenção de apoios na fase de retoma

O prolongamento dos apoios às empresas durante a fase progressiva da retoma da actividade turística, foi defendida terça-feira, 21 de Abril, pelo vice-presidente da AHRESP, Carlos Moura, que citou, nomeadamente, o lay-off simplificado.

O vice-presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) falava à saída de uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, em que participaram, também, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira e a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Em São Bento, à saída da reunião, Carlos Moura afirmou que “não é possível fazermos uma retoma que pode acontecer, em algumas circunstâncias, até no final de Maio […] se não houver manutenção de alguns apoios para que as empresas sobrevivam e não tenham de fazer despedimentos por extinção de postos de trabalho ou despedimentos colectivos”.

Para o responsável associativo, a manutenção das medidas de apoio é justificável pelo facto de a retoma não acontecer de imediato mas de forma gradual, com condicionantes que limitarão o funcionamento tanto das unidades hoteleiras como dos restaurantes, levando a que estas empresas continuem a sofrer quebras do seu volume de negócios.

“Obviamente tem de haver ainda prolongamentos de alguns mecanismos como o ‘lay-off’ simplificado, seja este regime ou um adequado às circunstâncias”, defendeu o vice-presidente da AHRESP.

Durante a tarde de terça-feira, primeiro-ministro e secretária de Estado do Turismo, receberam, em São Bento, representantes dos maiores grupos hoteleiros nacionais e também representantes da AHRESP. Segundo Rita Marques, foram reuniões que visaram auscultar o sector sobre “as normas que devem prevalecer numa fase próxima de reabertura e transição para uma nova normalidade” e de que resultou “uma reflexão alargada sobre as normas que deverão vigorar nesta nova fase”.