AHRESP quer linha de apoio de 1.000€ /mês por trabalhador

Esta foi uma das 40 medidas de combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre o sector, que a AHRESP propôs segunda-feira ao Ministério da Economia. A Associação considera que as medidas já disponibilizadas pelo Executivo são insuficientes.

A disponibilização de uma linha de apoio à tesouraria de 1000€ mensais por trabalhador é o valor que a AHRESP exige que o Governo garanta às empresas do canal HORECA, que, de acordo com a Associação “vivem hoje uma das piores crises de sempre”.

A par desta medida, na reunião com o Ministério da Economia, a AHRESP defendeu a adequação do processo de lay-off e a existência de um período de carência nos pagamentos ao Estado e à banca. Outra das propostas passa pelo reforço financeiro à tesouraria das empresas, através de microcrédito que não passe directamente pelo sistema bancário.

“A AHRESP defende a adequação ao regime de lay-off, sendo que a quebra significativa das vendas deve ser por referência ao período homólogo de 30 dias consecutivos, e aplicado por estabelecimento ou por empresa. Deve ainda estar disponível para os empresários em nome individual. O acesso à actual medida disponível pressupõe que haja 40% de redução de vendas ao final de três meses consecutivos, o que não é exequível numa crise que atingiu Portugal há pouco mais de duas semanas”, explica a Associação em nota à imprensa.

No que respeita aos pagamentos ao Estado, a AHRESP defende um “período de carência de seis meses para obrigações relativas aos pagamentos do IVA, da Segurança Social e do IMI”, entre outro, defendendo também que não deve haver lugar à penalização por atrasos de pagamento de rendas ao senhorio Estado.

“A AHRESP considera que este é o momento do sistema financeiro português contribuir para a recuperação e manutenção de milhares de empresas e postos de trabalho”, lê-se no comunicado em que a Associação preconiza que, no que toca aos Fundos Comunitários, “as empresas apenas sejam obrigadas a liquidar os seus compromissos após recebidos os incentivos aprovados”.

A Associação propôs ainda “que os estabelecimentos de alojamento e restauração possam funcionar, se necessário e sob a orientação das autoridades competentes, para acolher e alimentar doentes, profissionais de saúde e todo o sistema de protecção civil, apoiando assim todos os que neste momento estão na primeira linha de combate ao COVID-19”.