AHRESP: reabertura carece de regras específicas e apoio às empresas

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal defende que a reabertura dos estabelecimentos do canal HORECA depende da definição de regras específicas nas áreas da saúde, higiene e segurança, bem como de apoios às empresas.

Representantes da Associação, em concreto o seu vice-presidente Carlos Moura e secretária-geral Ana Jacinto, reuniram na tarde de 21 de Abril com o primeiro-ministro António Costa, o ministro da Adjunto, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e o secretário de Estado da Saúde, António Sales.

O encontro teve como intuito discutir as condições de reabertura dos estabelecimentos do sector representado pela AHRESP, com a associação a defender a definição de regras para a saúde e segurança de clientes, trabalhadores e instalações, e apoios às empresas, particularmente no que diz respeito à manutenção de emprego e à compra de equipamento de protecção individual e medidores de temperatura corporal.

Será criado um selo distintivo, que indicará que as regras de funcionamento dos estabelecimentos estão em conformidade com as disposições legais, suportadas por um Guia de Boas Práticas elaborado pela Associação. Este guia será enviado a Rita Marques, para ser articulado e validado por todas as entidades que têm responsabilidades nestes sectores, como a Autoridade para as Condições de Trabalho, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e a DGS.

Este guia abordará temas como a formação para empresários e trabalhadores, a reorganização dos espaços e capacidade máxima, as regras de controlo de entrada, as regras de higiene pessoal, regras de distanciamento social, fardamentos e equipamento de protecção individual, regras de limpeza e desinfecção, preparação e desinfecção de alimentos, menus e serviço, procedimentos em casos suspeito, zona de isolamento e plano de contingência e requisitos específicos para self-service e buffets, take away, delivery e drive-in.

Por outro lado, a AHRESP considera que as medidas de apoio “são essenciais às empresas, que terão fortes constrangimentos na retoma gradual da sua actividade”, sendo que com a redução de faturação na retoma “estas medidas são fulcrais para a continuidade da actividade das empresas e manutenção dos postos de trabalho”.