Air France põe fim à curta vida da Joon

Benjamin Smith, CEO da Air France-KLM, decidiu pôr fim à curta vida da companhia aérea subsidiária do Grupo, a Joon, lançada no mercado há pouco mais de um ano, com o objectivo de atrair uma clientela jovem (Millennials), com o seu conceito moderno.

“Depois de muitas trocas de informações com funcionários e clientes e discussões com os sindicatos, decidimos lançar um projecto sobre o futuro da marca Joon e a integração dos seus funcionários e aeronaves na Air France”, anuncia o Grupo em comunicado, citado pela imprensa internacional, para acrescentar que “apesar do inegável impacto positivo da Joon, incluindo o notável trabalho das equipes que lançaram e sustentam a empresa, a marca foi, desde o início, difícil de entender pelos clientes, pelos funcionários, pelos mercados, e pelos investidores”. A fusão deve começar no início de Abril.

“A multiplicidade de marcas criou complexidade e infelizmente enfraqueceu o poder da marca Air France”, diz o comunicado para indicar que a integração da Joon na Air France “deve trazer muitos benefícios, incluindo a harmonização da frota e produtos”, pois “a simplificação do portfólio de marcas, que vai capitalizar a marca Air France, é um activo inegável para os nossos clientes, funcionários e todos os nossos parceiros. Este projecto deve ser concluído sem afectar a eficiência económica do Grupo Air France-KLM”.

No início do ano, de acordo com Le Tribune, o CEO da Air France-KLM disse aos trabalhadores que “claramente escolhemos focar a nossa estratégia no segmento Premium, os mais cobiçados por todas as empresas”. O posicionamento da Joon estaria, assim, em desacordo com a imagem de alta qualidade desejada pelo novo líder, que quer jogar com o poder da marca Air France, em particular, reequipando as cabines de aviões para aumentar o número de assentos de primeira classe, classe executiva e classe económica Premium, em detrimento da classe económica.

A Joon, que opera para Portugal, nasceu durante a presidência de Jean-Marc Janaillac, após muitos meses de negociações com funcionários da Air France, e começou a voar a 1 de Dezembro de 2017. Gradualmente os seus 600 trabalhadores e administradores e todos os voos vendidos ou ainda à venda serão assegurados até a conclusão da recuperação do projecto. Ao mesmo tempo, as 17 aeronaves (13 A320 e quatro A330) retornarão à frota da Air France.