Ajudas à TAP: Todas as hipóteses estão em aberto, afirma Miguel Frasquilho

A TAP já avançou com um pedido de ajuda ao Estado, confirmou esta quinta-feira o presidente do Conselho de Administração da TAP, explicando que neste âmbito, todos os cenários estão em cima da mesa, incluindo a nacionalização. Isto porque “a TAP atravessa um momento muito delicado”, por certo “o mais delicado dos seus 75 anos de existência” e o futuro financeiro da empresa “ainda é uma enorme incerteza”.

Miguel Frasquilho, que falava na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no parlamento, afirmou que “a TAP vive uma situação de grande delicadeza e o seu futuro operacional, e consequentemente o seu futuro financeiro, é uma enorme incerteza”.

No meio deste panorama difícil, e no intuito de salvar a empresa, Frasquilho diz que terão de ser equacionadas todas as possibilidades, desde à ajuda estatal à nacionalização, passando pela recapitalização.

“Todas as hipóteses estão em cima de mesa, desde o diferimento de pagamentos ao Estado, desde a concessão de garantias, de empréstimos convertíveis em acções, aumento da posição accionista do Estado na empresa”, afirmou, explicando que tudo “vai depender também da capacidade dos accionistas de poderem recapitalizar a empresa”.

Entre os pedidos de ajuda já feitos pela TAP e enumerados, esta quinta-feira, por Miguel Frasquilho, conta-se a isenção de pagamento da TSU pela empresa, a possibilidade de passar à reforma os trabalhadores com mais de 60 anos, bem como a isenção de pagamento de taxas aeroportuárias cobradas pela ANA pelo prazo de um ano e ainda a possibilidade de efectuar o reembolso aos passageiros pelas viagens canceladas através de vouchers.

“Encontrar a melhor solução para a TAP” é o que se pretende fazer com o objectivo de “proteger ao máximo os postos de trabalho (…) e garantir a sobrevivência e sustentabilidade da TAP”.

Porque “a TAP tem e sempre terá papel estratégico fundamental para o país”, a empresa já pediu auxílio ao Estado e está agora a aguardar decisões. Está, no entanto, consciente que “não há grande possibilidade de serem concedidos empréstimos sem que o Estado esteja presente”, como também está certo que qualquer que seja o auxílio ele virá sempre “acompanhado de condicionalismos que poderão assumir diversas formas”.

O facto de a empresa ter o Estado como um dos accionistas é visto como uma vantagem por Miguel Frasquilho que considera que “só o dinheiro público pode acudir”, embora tenha deixado um aviso claro: “o auxílio do Estado será para salvar a empresa e não qualquer accionista”.