Alentejo à frente no programa de valorização do património para fins turísticos

A Universidade de Évora, o Turismo de Portugal, a Direcção Geral do Património Cultural, a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Direcção Geral do Tesouro e Finanças, assinaram esta quinta-feira o Memorando de Entendimento para a requalificação da Quinta do Paço de Valverde, no Pólo da Mitra, ao abrigo do programa de valorização do património para fins turísticos.

Este é segundo imóvel do conjunto de 30 monumentos públicos que vão ser abertos a investimento privado para fins turísticos, depois do Convento de São Paulo em Elvas, onde está prevista a criação de uma unidade hoteleira, colocando o Alentejo à frente deste projecto lançado pelo Governo.
A sessão contou com as presenças do secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho e do secretário de Estado Adjunto do Tesouro e das Finanças, Ricardo Félix.

Além da cerimónia de assinatura do memorando, os convidados visitaram a Quinta do Paço, fundada no início do século XVI para descanso e retiro espiritual da câmara eclesiástica de Évora, onde se insere o Conventinho do Bom Jesus de Valverde.

Este memorando de entendimento acontece no âmbito de um projecto do Governo que pretende a requalificação de um conjunto de imóveis do Estado com valor patrimonial, assente na respectiva recuperação através da realização de investimentos privados que os afectem à exploração de actividades económicas, nomeadamente nas áreas da hotelaria, restauração, actividades culturais ou outras formas de animação e comércio.

A Quinta do Paço de Valverde integra o actual Colégio da Mitra da Universidade de Évora, onde é ministrada a formação relacionada com as áreas agrícola, pecuária e ambiental.

Os 30 imóveis abrangidos pelo programa “Valorização do Património” vão continuar a pertencer ao Estado, que ambiciona que os projectos apresentados pelas entidades privadas à sua concessão sejam “diferenciadores” e tragam “valor acrescentado” às regiões, valorizem o património, através da reabilitação e da sustentabilidade, assim como através do turismo histórico/cultural. Os investidores privados assumem os custos de reabilitação e manutenção dos edifícios, cujo acesso continua livre ao público como até agora, estando os mesmos sujeitos a várias regras no âmbito das concessões.