RTA quer “mais dormidas e mais negócio” na época baixa

Promover a oferta algarvia na época é o objectivo do #RoadshowPortugalEspanha2016 que a RTA iniciou segunda-feira em Lisboa, seguindo depois para Vigo e terminando no Porto. Em Lisboa, Desidério Silva deixou claro que a RTA está a fazer tudo para que o Algarve consiga “mais dormidas e mais negócio” entre os meses de Outubro e Maio.

No jantar que se seguiu ao workshop de Lisboa, no Hotel Pestana Palace, e em que participaram operadores turísticos, agentes de viagens e hoteleiros, Desidério Silva começou por destacar as condições óptimas que o Algarve tem para ser um destino turístico de todo o ano, como o clima, a segurança e uma oferta feita de diversidade e qualidade. Referindo-se aos resultados conhecidos até agora e que somam já oito meses, o presidente da Região de Turismo do Algarve sublinhou que a região teve “mais um milhão de dormidas que o ano passado desde Janeiro até Agosto”, num total que superou os 13 milhões de dormidas, equivalendo este montante a “33% das dormidas registadas em todo o país”.

Ressalvou no entanto que “o nosso objectivo é reforçar e criar as condições para que entre Outubro e Maio o Algarve seja mais visitado, que haja mais negócio, mais dormidas”, uma vez que “o Algarve não pode ser sustentável enquanto tiver taxas de ocupação que não passam dos 60%, mas tem que se aproxime dos 70%”. Só assim disse, os hotéis e restaurantes poderão estar abertos durante todo o ano.

Desidério Silva defendeu ainda que os bons resultados que o Algarve tem registado este ano não se devem apenas à deslocalização de turistas por via da instabilidade nos países do Norte de África. Esta situação, considerou “é um factor” a ter em conta “mas outro factor é que os empresários conseguiram ao longo dos últimos anos criar uma oferta de qualidade, uma oferta sustentável”. Isto porque, destacou, “nós somos concorrentes com destinos por todo o mundo e quando chegou a altura de os turistas escolherem, escolheram o Algarve”.

Segundo o presidente da RTA “a região tem-se preparado bem em função daqueles que ali trabalham e ali têm feito os seus investimentos” pelo que agora há que “conseguir sensibilizar os turistas” para que eles continuem a ter em Portugal e no Algarve “um destino de referência, um destino natural” e não apenas como uma alternativa à insegurança de outros destinos.

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