Alto Tâmega vai criar primeiro “hub” de turismo termal

A região do Alto Tâmega vai criar um centro de conhecimento, inovação e investigação que vai unir “em torno da água” empresas, autarquias e instituições de ensino superior, considerado o primeiro “hub” do turismo termal no país.

Em Chaves, decorreu esta quinta-feira a primeira reunião de trabalho com vista à concretização deste ‘hub’ do turismo termal do Alto Tâmega e foi criada uma estrutura de missão que vai desenhar o projecto, num encontro que contou com a presença das secretárias de Estado do Turismo e do Ensino Superior.

As seis autarquias do Alto Tâmega: Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, empresas, o Instituto Politécnico de Bragança e a Universidade Vigo, em Espanha identificaram “a água como um activo chave deste território e que pode ser muito diferenciador”, afirmou Ana Mendes Godinho.

A secretária de Estado do Turismo, citada pela Lusa, referiu que encontrou uma “convergência de esforços em torno da água” para “criar um espaço de inovação, de incentivo ao desenvolvimento de novos serviços e produtos, de programação, formação e capacitação de pessoas”. O objectivo é também afirmar, cada vez mais, “a saúde, bem-estar e o termalismo como um atractivo e uma razão para vir não só ao Alto Tâmega, mas a Portugal”. Este é, sublinhou, um “produto âncora de promoção turística”. “Precisamos disto, de cada vez mais reinventar as nossas termas”, para acrescentar que neste ‘hub’, far-se-á a união entre a ciência e o conhecimento para capacitar recursos humanos, preparar acções de formação e incentivar novos negócios.

A CIM vai preparar uma candidatura para apresentar ao programa Valorizar, que visa, precisamente, incentivar e desconcentrar a procura ao longo de todo o território nacional, valorizando aquilo que é único.