APAVT quer clarificação do Governo sobre reembolsos aos consumidores

A APAVT exige que o Governo legisle no sentido de os reembolsos ao consumidor final poder ser feita através da emissão de vouchers. Sem esta clarificação, os consumidores continuarão à espera de ser reembolsados das viagens canceladas.

Preocupada com a possibilidade de alguma deterioração no relacionamento entre consumidores e agências de viagens, o qual tem sido desde sempre pautado “por total confiança e lealdade”, a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) “exige que, de uma vez por todas, o Governo clarifique, legislando, em que termos pretende estabilizar o sistema de reembolsos”.

Em comunicado, a Associação esclarece que as agências de viagens não estão a reembolsar totalmente os seus clientes “porque enviaram o dinheiro dos clientes para hotéis, companhias aéreas e outros fornecedores de serviços turísticos, que não estão a devolver o dinheiro entregue, apesar de não terem efectuado qualquer serviço”.

Não pretendendo culpabilizar parceiros de negócio que “certamente que enfrentam igualmente enormes dificuldades de tesouraria, como todas as empresas do sector turístico, o que a APAVT pretende é que o Governo “clarifique a relação com os consumidores finais, legislando a favor de um sistema de reembolsos baseados em vouchers” que atenue “drasticamente” a desconfiança dos consumidores, até porque, sublima a Associação em comunicado, num momento tão difícil como o presente, se não houver confiança, todo o turismo ruirá.

No mesmo comunicado, a APAVT frisa que “o sector sente-se, mais do que nunca, surpreendido pela demora na tomada de posição do Governo de Portugal, a quem instiga a clarificar o sistema de reembolsos antes que seja demasiado tarde, antes que todos os outros países europeus o tenham feito – como são já os casos da Bélgica, Espanha, França, Itália, Lituânia e Polónia, – antes que as agências de viagens sejam obrigadas a fechar as suas portas, gerando mais desemprego e, o que é mais importante, insatisfação dos consumidores”.