APHORT pede mais apoios para o turismo

“O turismo que tanto tem dado ao país, não pode agora ser esquecido” , afirma a APHORT num comunicado emitido esta sexta-feira, em que considera que as medidas de apoio ao sector são insuficientes.

A APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo consideram as medidas decretadas pelo Governo, devido ao surto de coronavírus, insuficientes para o sector do turismo e pede um maior esforço de resposta e de flexibilidade nas condições que permitam salvaguardar a tesouraria das empresas.

Assim, à linha de crédito de 60 milhões de euros para microempresas, a APHORT pretende que o Governo junte outras medidas que considera fundamentais, nomeadamente “a possibilidade de um lay-off mais ágil, no que diz respeito a prazos e processos”.

A associação defende também “a concessão de moratória, por um período de seis meses, no pagamento de financiamentos bancários, com juros suportados pelo Turismo de Portugal”, bem como a “suspensão imediata das taxas municipais que vigoram sobre o sector: a taxa turística e a taxa das esplanadas”.

Tais medidas, alerta a APHORT, já estão a ser implementadas em Espanha, França e Itália, pelo que considera urgente a sua implementação em Portugal.

“Para além das famílias e dos cidadãos, é imperativo que o Governo possa também proteger e garantir a saúde das empresas. O turismo não pode ser só lembrado quando é conveniente. Este sector, que tanto tem dado ao país, não pode num altura destas ser esquecido”, afirma Rodrigo Pinto Barros, presidente da APHORT.