APTTA e CPLP debatem novas exigências na aviação

A nova legislação internacional, mais exigências e novas responsabilidades para os accountable managers foram temas da conferência da APTTA – Associação Portuguesa de Transporte e Trabalho Aéreo, que reuniu, no Estoril, entidades reguladoras e as companhias aéreas da CPLP.

Com vista a transformar a APPTA, que representa um considerável número das empresas aeronáuticas de Portugal, numa associação lusófona e pluricontinental de empresas aéreas, este encontro contou com representantes de Portugal e dos restantes países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor e São Tomé e Príncipe.

Nesta conferência do Estoril a APTTA mostrou total disponibilidade para colaborar com as companhias dos países de língua portuguesa para que possam obter as certificações internacionais necessárias, no sentido de que estas cumpram todos os requisitos técnicos e operacionais necessários e possam operar na Europa sem limitações.

Neste sentido, o apoio técnico da APTTA pode ajudar a desbloquear os problemas existentes e a conseguir, num espaço de tempo razoável, que a grande maioria, ou mesmo a totalidade das companhias aéreas lusófonas, estejam certificadas e sejam reconhecidas a nível internacional.

Quanto à nova legislação europeia e tendo em conta que as regras impostas pela agência europeia para a segurança da aviação, a Europeia Aviation Safety Agency (EASA), ficaram cada vez mais exigentes nos últimos anos e, por outro lado, os quadros regulamentares internacionais têm vindo a acrescentar responsabilidades aos accountable managers das companhias, foi evidenciado que as empresas de aviação de todos os países de língua portuguesa, a começar por Portugal, tenham um conhecimento preciso da evolução regulamentar, pois só dessa forma estarão em condições de voar no espaço aéreo europeu.

A conferência da APTTA contou ainda com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme Oliveira Martins, e teve como orador principal Luís Cardoso Ribeiro, responsável da EASA, em Bruxelas.