Assinada declaração de Lisboa do turismo urbano sustentável

A capital portuguesa vê sair do 1.º fórum de autarcas de todo o mundo, levado a cabo pela Organização Mundial de Turismo, com o tema “Cidades para todos: construir cidades para residentes e para visitantes”, a “Declaração de Lisboa”. Um documento com várias recomendações para um turismo urbano sustentável.

Depois de um dia de trabalhos, que teve início às 10h00 e finalizou às 17h30, os 16 presidentes e vice-presidentes da Câmara provenientes de vários países, tendo em conta que “segundo as Nações Unidas, em 2030 a população mundial a viver em áreas urbanas deverá aumentar para os 60%; A rápida urbanização e o crescimento do turismo nos últimos anos, associados ao custo dos transportes mais acessíveis, às novas tecnologias como plataformas digitais para o aluguer de casas, a facilidade em viajar e uma classe média maior, tornaram as cidades destinos turísticos cada vez mais populares; A riqueza proporcionada pelo aumento do turismo nas cidades tem permitido uma maior promoção cultural e preservação de alguns edifícios; A criação das “Smart Cities” tem um enorme potencial e gera um impacto positivo na vida dos cidadãos e visitantes, tornando as cidades mais habitáveis, sustentáveis e acessíveis”, entre outras considerações, delinearam trabalhar sobre 15 recomendações.

Entre estas estão o “assegurar que as políticas de turismo urbano estejam alinhadas com a Nova Agenda Urbana das Nações Unidas e as 17 metas para o desenvolvimento sustentável, principalmente a 11.ª que diz respeito a ‘Tornar as cidades e as populações inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis’; Alinhar o desenvolvimento do turismo urbano com os principais pontos do Código Global de Ética do Turismo; Promover a inclusão do turismo numa agenda mais ampla de forma a tornar o turismo um verdadeiro contribuidor para o desenvolvimento da inclusão, resiliência e cidades sustentáveis; Preparar modelos governativos para o turismo urbano que envolva as administrações ao mais alto nível – autoridades nacionais, locais e regionais, de turismo e outras administrações relevantes, o sector privado e as comunidades locais; Fomentar práticas sustentáveis que promovam uma maior eficiência do uso de recursos e a redução de emissões e resíduos no âmbito da economia circular; Maximizar a utilização do big data – respeitando a privacidade dos visitantes – e uma tecnologia para melhor planear, medir e administrar o turismo urbano e promover decisões baseadas em evidências e planeamento de questões-chave, como capacitação, habitação, mobilidade, gestão de recursos naturais e culturais e atitudes dos residentes em relação ao turismo; Investir em tecnologia, inovação e parcerias para promover os destinos inteligentes; Promover produtos e experiências turísticos inovadores e a utilização de ferramentas digitais e plataformas que permitam que a cidade possa diversificar a oferta em termos de tempo e espaço, promovendo estadias mais longas; Avançar com a medição e monitorização do turismo urbano de forma a assegurar o desenvolvimento sustentável”.

Para Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia, “Lisboa passa a estar associada e bem, em compromisso com todas as autoridades políticas, em conciliar turismo e sustentabilidade económica, ambiental e social. É um objectivo que temos de assegurar para o futuro”.

Ao Turisver, Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, reforça que esta reunião e Declaração “posicionam Portugal, desde logo como um líder também na discussão da sustentabilidade do turismo. A Declaração de Lisboa do turismo sustentável nas cidades coloca-nos a liderar na discussão de soluções e na partilha de experiências e mais uma vez a sermos aqui também os pioneiros nesta reflexão conjunta”.