Associação PRO.VAR quer alargar abertura de restaurantes até dia 1 de Junho

Em comunicado difundido no site da PRO.VAR, a Associação afirma ser “incompreensível” que, a uma semana da reabertura que está marcada para 18 de Maio, os empresários da restauração ainda não conheçam a totalidade das medidas de higiene e segurança que vão ter que seguir.

“A PRO.VAR não compreende como pode estar-se a uma semana da reabertura dos Restaurantes e ainda não se saber que tipo de alterações estruturais e funcionais tenham que implementar”, diz a Associação que reputa de “inédita e muito estranha” esta situação “pois o que seria razoável era conhecer, com a antecedência de pelo menos um mês as regras e só depois se deveriam conhecer os apoios ao sector”.

Dada a falta de informações exactas e porque o tempo que resta é “muito curto” para assegurar o funcionamento dos estabelecimentos com as alterações que vão ser exigidas pelo Governo, a PRO.VAR já pediu ao Governo que o prazo para a reabertura dos restaurantes seja prolongado até 1 de Junho.

Em declarações à SIC Notícias, esta sexta-feira, 8 de Maio, Daniel Serra, presidente da Associação, explicou que não se pretende o adiamento da reabertura, que os restaurantes que o conseguirem devem abrir na data prevista, apenas pretende que o Governo dê ao sector o prazo de duas semanas para que os empresários que o não conseguirem fazer na data, se possam preparar melhor e às suas empresas e funcionários, para as alterações previstas.

Entende também esta entidade que as novas medidas de higiene e segurança deveriam ser testadas “em contexto quase real” antes da reabertura e até “rectificar a tempo qualquer erro”.

“Sabemos que as regras irão obrigar os espaços de restauração a efectuarem algumas alterações estruturais e funcionais e o tempo que resta é realmente muito curto para assegurar o funcionamento dos estabelecimentos com as alterações que irão ser exigidas”, afirma a entidade associativa que reclama a existência de um selo do género do “Clean&Safe” ainda para o sector da restauração.

De referir que esta entidade que se dedica exclusivamente ao sector da restauração, solicitou, no início do mês, às autarquias do Continente e Ilhas, que os estabelecimentos possam “colocar as mesas e cadeiras que sobram dos seu espaço interior, num local exterior, contíguo ao seu restaurante, para acomodar todos quanto queiram desfrutar da hospitalidade, serviço e da excelente gastronomia”.

Por outro lado, em meados de Abril a Associação apresentou um documento de “salvação” do sector, de que constava, nomeadamente, a “redução do IVA diferenciado da Restauração (duas taxas), baixando o IVA da comida dos 13% para os 6%”.