Assunção Cristas critica atraso no processo do novo aeroporto de Lisboa

“O Turismo foi, tem sido e continuará a ser o grande motor da nossa economia”. Foi assim que a líder do CDS se dirigiu aos empresários do turismo no almoço-debate promovido esta quinta-feira pela CTP. Deixando elogios aos empresários do sector, Assunção Cristas criticou o atraso no processo do Montijo (lembrando que a decisão foi tomada por um ministro do CDS) e os problemas do SEF (tema que aliou à necessária reforma do Estado).

Numa intervenção em que deu a conhecer as linhas mestras do programa eleitoral do CDS, Assunção Cristas deteve-se nos temas que lhe foram lançados pelo presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, dois de carácter geral – o problema da demografia e o da reforma do Estado – e três mais directamente relacionados com o turismo: legislação laboral, infra-estruturas e a fiscalidade.

No âmbito das infra-estruturas, um dos principais temas “em cima da mesa” foi o do novo Aeroporto de Lisboa, com Francisco Calheiros a deixar claro que para a CTP “o Montijo está decidido, é o mais rápido, não vale a pena continuar a discussão”, apesar de neste momento se ouvirem “vozes a querem ressuscitar novamente Alcochete”.

Sobre este tema, Cristas começou por dizer que a “perplexidade” do CDS “é muito grande” já que “há quatro anos, um ministro do CDS, Pires de Lima, tomou a decisão de que o aeroporto complementar ao de Lisboa – e o CDS defendia há muitos anos a solução Portela + 1 – deveria ser no Montijo”. Daí que se pergunte “porque é que é preciso quatro anos para a concretização e ainda estejamos num impasse”. Assim, afirmou: “este é um processo que muito criticam por estar inquinado, eu critico por estar atrasado”.

Já sobre os problemas do SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que se fazem sentir sobretudo no aeroporto de Lisboa, Assunção Cristas, que considera que “há mais vida para além do Estado”, deixou claro que, se há áreas do Estado que têm gente a mais, há outras que estão depauperadas, sendo o SEF um exemplo disso mesmo – “Como é que podemos ter aquelas dificuldades no Aeroporto de Lisboa, com os turistas a terem que esperar horas para poderem entrar?” – interrogou-se.

Mas não só, já que a líder do CDS se interrogou também “como é que é possível só haver 17 Delegados do Turismo pelo mundo fora, quando o turismo é uma área em crescendo e devia ter mais apoio para crescer ainda mais”. Dito isto, afirmou que “do lado do CDS há sobretudo uma preocupação: que o Estado não se feche sobre si próprio”, o que a levou a explicar a ideia do CDS sobre “o Estado social de parceria”, um Estado que “conta com todos e com todos os sectores para prosseguir as suas missões”, sendo disso exemplo o sector da saúde.