Aumento do RevPar em Lisboa passa pela construção de um novo Centro de Congressos

Esta é uma das ideias inscritas no Plano de Acções do Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024, apresentado publicamente na passada segunda-feira, no Palácio da Ajuda.

“Já com elevada ocupação, a hotelaria da cidade tem potencial para aumento do RevPAR”, constata o Plano Estratégico que assinala também que a cidade de Lisboa apresenta ainda níveis de RevPar “abaixo das principais cidades europeias”. Aumentar os valores actuais, que são já mais elevado do que há alguns anos, passa, em particular, pelo aumento da importância do segmento de Meetings Industry para o que se torna imprescindível a construção de um novo Centro de Congressos e “alta capacidade” e “ao mais alto nível internacional”.

O desenvolvimento de um “grande Centro de Congressos que permita o Destino Lisboa receber eventos de elevada dimensão (entre 5.000 e 15.000 participantes)” é uma das acções definidas no Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024 no que toca à continuidade e reforço da aposta no segmento de MI. Para isso, o Plano preconiza a sensibilização das “entidades responsáveis para a importância deste tipo de equipamento no desenvolvimento do Produto MI”.

Porque o Plano Estratégico abrange toda a região de Lisboa, pretende-se também fazer a “alavancagem das infra-estruturas MI disponíveis em toda a Região, potenciando o produto de forma integrada, promovendo a organização de eventos alinhados com as diferentes tipologias da oferta disponível na Região”. O Plano coloca o foco central na complementaridade entre os Pólos de Lisboa e Cascais, mas também no recurso aos diferentes activos espalhados pela Região.

Por outro lado, o documento preconiza a “intensificação da cooperação da várias entidades responsáveis pela gestão e promoção do segmento na Região, assim como o estímulo ao desenvolvimento e promoção de oferta alinhada com o potencial de mercado e fortalecimento do processo de captação de grandes eventos”.

Por último, e ainda no que se refere ao segmento de MI, o Plano Estratégico defende a “capitalização do investimento realizado no Web Summit até 2028 “para a dinamização de conteúdos que garantam a exposição internacional da Região e promovam a notoriedade do Destino Lisboa como centro de excelência MI e hub tecnológico”.

De salientar ainda que a construção de um novo Centro de Congressos de elevada capacidade em Lisboa é uma das metas que irá servir para avaliar o sucesso do Plano Estratégico agora apresentado.