Aviões continuam a ser uma forma segura de viajar

A Associação Airlines for Europe reitera que as viagens aéreas continuam a ser o meio de transporte mais seguro durante a crise de saúde pública, com um risco de transmissão a bordo muito baixo.

O comunicado da A4E, que representa os 16 maiores grupos e companhias aéreas da Europa, surge em linha com as declarações da Associação Internacional do Transporte Aéreo, que tinha já assegurado que o risco de transmissão da Covid-19 a bordo é baixo. Um dos factores que contribui para esta baixa probabilidade prende-se com os filtros HEPA utilizados pela grande maioria dos aviões comerciais.

Os filtros High Eficiency Particulate Air limpam continuamente o ar a bordo, que é então renovado a cada três minutos, em média. Assim, o ar da cabine é comparável ao ambiente estéril de um hospital. Diversos estudos realizados por institutos europeus confirmam que o risco de transmissão a bordo é baixo, mesmo sem medidas de segurança adicionais.

Contudo, a A4E recomenda que os passageiros utilizem máscaras de protecção ao longo de toda a viagem, para “poderem mitigar qualquer risco residual de infecção a bordo”, explica Thomas Reynaert, managing director da Associação. Outras medidas, como medições de temperatura, devem ser implementados por autoridades nacionais para facilitar um ambiente de baixo risco para passageiros e trabalhadores.

“Não há nada mais importante que assegurar a segurança dos nossos passageiros e trabalhadores durante esta pandemia”, atesta Reynaert, para avançar que “qualquer forma de distanciamento físico é desnecessária, ineficaz e simplesmente não prática, sendo que os mesmo resultados podem ser alcançados através do uso de máscaras, num ambiente de cabine que já é estéril”.

Para a A4E, a separação física a bordo, incluindo a sugestão de deixar os assentos do meio livres, “não é viável para a indústria do transporte aéreo, dado que iria reduzir o número máximo de passageiros a bordo para entre 50 a 66% da capacidade”. Tendo em conta os elevados custos de operação, as companhias aéreas precisam de uma ocupação de 77% para ‘break even’.

A Airlines for Europe é também da opinião que, à medida que as companhias aéreas apostam na retoma gradual dos seus serviços, as autoridades nacionais e a União Europeia devem coordenar uma abordagem global às medidas de saúde e segurança tanto a bordo como em terra, com padrões coerentes e compatíveis em todo o sector.