BdP: Volume de negócios no sector do turismo aumentou 6% em 2015

Um estudo do Banco de Portugal (BdP) divulgado esta quinta-feira indica que o volume de negócios no sector do turismo cresceu 6% entre 2014 e 2015, período em que o número de empresas em actividade aumentou 2,4%.

A Análise do Sector do Turismo, com informação sobre a situação económica e financeira das empresas pertencentes ao sector do turismo entre 2011 e 2016 destaca que, comparativamente a 2011, a relevância do sector aumentou, com “uma criação líquida de empresas superior à do total das empresas (aumento do peso do sector em 0,7 pp, tanto em número de empresas, como de volume de negócios e número de pessoas ao serviço)”. Em 2015, integravam o sector do turismo 13% das empresas em Portugal (53 mil empresas), as quais agregavam 10% das pessoas ao serviço e geravam 6% do volume de negócios.

Os resultados são apresentados por referência às classes de dimensão – microempresas, pequenas e médias empresas (PME) e grandes empresas – e aos segmentos de actividade económica (transportes e logística, alojamento e restauração, e “actividades recreativas e culturais”), e comparados com os resultados do total das empresas.

O alojamento e restauração era o segmento mais relevante, representando 72% das empresas do sector, 43% da facturação e 75% do número de trabalhadores, quanto os transportes e logística eram responsáveis por 41% do volume de negócios do sector, correspondendo a 16% das empresas e pessoas ao serviço, e as actividades recreativas e culturais representavam 16% da facturação, 12% das empresas e 9% das pessoas ao serviço.

O Banco de Portugal refere ainda que o peso das microempresas no sector do turismo (91%) era similar ao registado no total das empresas (89%). Contudo, as PME (9% das empresas) eram responsáveis pela maior parcela do volume de negócios (40%) e do número de pessoas ao serviço (45%), parcelas ainda assim abaixo das registadas no total das empresas. Também a relevância das grandes empresas (39% do volume de negócios e 16% das pessoas ao serviço no turismo) era menor do que no total das empresas (4%do volume de negócios e 27% das pessoas ao serviço). Os distritos de Lisboa e do Porto agregavam 59% e 11% do volume de negócios do sector, respectivamente.

A variação positiva do volume de negócios foi transversal a todas as classes de dimensão (11% nas PME, 6% nas microempresas e 2% nas grandes empresas) e segmentos de actividade (11% no alojamento e restauração, 5% nas actividades recreativas e culturais” e 2% nos transportes e logística).

O contributo do alojamento e restauração para a variação do volume de negócios do sector ascendeu a 5 p.p., sendo o segmento que determinou, em maior medida, a evolução deste agregado no período 2012-2015. A este respeito o Banco de Portugal sublinha o contributo consecutivamente positivo dos transportes e logística para a evolução do volume de negócios do sector (1 p.p. em 2015). O diferencial entre a componente exportada do volume de negócios e a componente importada das compras e fornecimentos e serviços externos ascendeu, no sector do turismo, a 15%, em 2015, o que compara com apenas 1% no total das empresas.

Em 2016, o sector exportador gerou 36% do volume de negócios, um peso semelhante ao observado na generalidade das empresas e 3 pp percentuais acima do registado em 2011.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) aumentou 20% em 2015 (25% considerando a totalidade das empresas), prosseguindo a tendência de recuperação registada desde 2012, mesmo que em desaceleração a partir de 2013.