“Boom” de investimento hoteleiro em África

O investimento em novos hotéis no continente africano deverá rondar este ano os 2,1 mil milhões de dólares, montante que aumentará para 2,4 mil milhões em 2016 e 2017, de acordo com a consultora Jones Lang LaSalle. Os investimentos estão a ser feitos sobretudo no desenvolvimento de novos hotéis, com particular incidência na África subsariana.

Num momento em que a penetração de marcas hoteleiras internacionais ronda os 22% no continente africano, esperando-se um forte crescimento nos próximos anos, o número de unidades hoteleiras cresceu este ano de 215 para 270, mas nos próximos anos continuará a crescer a ritmo acelerado.

Entre as cadeias internacionais que estão a apostar em África contam-se a Carlson Rezidor que anunciou o primeiro Radisson Blu em Nairobi (Quénia), No total o grupo que está presente em 27 países africanos detém 65 hotéis neste continente, estando 30 em operação e 35 em desenvolvimento.

Com quatro propriedades no Norte de África, a Marriott International, que vai investir em breve na capital da Etiópia, espera crescer até às 12 em 2020. Já a Starwood Hotels & Resorts que já conta com 34 hotéis na região, tem mais 20 em desenvolvimento, tendo anunciado recentemente sete novos negócios (dois na Nigéria, e um em cada um dos seguintes destinos: Egipto, Mali, Quénia, Senegal e Tanzania. A companhia anunciou ainda que, nos próximos cinco anos, o seu investimento nas regiões de África e do Oceano Índico irá aumentar em 50%.

A justificação para o crescente investimento na hotelaria africana está nas perspectivas de um aumento sem precedentes nos fluxos turísticos para esta região do mundo. As projecções apontam para um aumento anual de 5,7% nas chegadas de turistas internacionais ao continente africano até 2030, quanto em termos globais o crescimento médio deverá rondar apenas os 3,2% ao ano.