Brexit “não será um cataclismo”, afirma Mark Tanzer, da ABTA

No 1º Fórum de Líderes da Europa do WTTC, esta terça-feira em Lisboa, o CEO da ABTA (associação de operadores e agentes de viagens britânicos), Mark Tanzer, desdramatizou as consequências do brexit, disse esperar que os britânicos continuem a viajar para os destinos tradicionais mas também falou de planos de contingência e “planos B”.

Pelo peso que o mercado britânico tem no turismo português, o brexit é motivo de preocupação, até porque a retracção do mercado britânico está já a ser notada por todo o país, mas especialmente no Algarve. A desvalorização da libra é a razão apontada, situação que se liga ao brexit. Tem portanto que haver “um plano B” como disse ao Turisver.com a presidente do WTTC, Gloria Guevara que no entanto acredita que tudo acabe por se “passar bem”.

Mark Tanzer, responsável da ABTA foi ao fórum dos líderes europeus desdramatizar a situação e afirmar que o brexit “não será um cataclismo” e que representará “apenas um período difícil de adaptação” para o qual os operadores turísticos britânicos estão a preparar-se.

Mesmo sem se saber ainda o que se vai passar, adiantou que a manutenção da política de “céus abertos” entre a União Europeia e o Reino Unido seria “do interesse de ambas as partes”, que há um “plano de contingência” para o turismo tendente a minimizar os efeitos do brexit e que os operadores britânicos estão preparados para algumas alterações, nomeadamente para o “atraso nas reservas” turísticas.

Afirmando acreditar em “acordos de última hora” e em que nenhum cliente irá ficar sem poder voar para o destino que deseja, Mark Tanzer deixou a promessa que os operadores turísticos britânicos continuarão a enviar turistas para os destinos tradicionais deste mercado. Referindo-se ao caso de Espanha, afirmou mesmo: “Acredito que vamos continuar a poder voar para Espanha. Seria um enorme falhanço da diplomacia se isso não acontecesse”. Acrescentou ainda assumir que “os nossos clientes vão continuar a querer viajar”, nomeadamente “para os destinos onde se sentem seguros e onde há um bom “value for money”.

Apesar da desdramatização “temos que estar preparados, temos que ter um plano A e um plano B” tanto do lado do mercado emissor britânico como dos mercados receptores, como afirmaria Gloria Guevara, presidente do WTTC, em declarações ao Turisver.com.

 

*Reportagem completa na próxima edição da revista Turisver