Calma, segurança e criatividade: 3 critérios para a reabertura do turismo

Os três critérios foram enumerados esta quarta-feira, 22 de Abril, pelo presidente da CTP no Smart Portugal Webinar da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab que abordou o “Turismo Inteligente: e depois da pandemia?”. Numa intervenção em que falou dos desafios do turismo, Francisco Calheiros afirmaria que “Portugal tem de ser considerado o santuário da sanidade”.

Dividindo os desafios em curto, médio e longo prazo, o presidente da CTP recordou que a actividade turística “terá sido provavelmente aquela que mais afectada foi com este tsunami” de que “ainda não conseguimos saber quais as suas proporções nem onde poderá acabar”. Por isso, e sem fazer prognósticos, apontou que “vamos viver um dia de cada vez, vamos sobreviver um dia de cada vez, mas sem perder o rumo do que queremos e para onde queremos ir”, explicando que a CTP definiu, desde logo, quatro grandes desafios de curto prazo, concretamente, “a saúde pública que é o maior e mais importante desafio, que é transversal a todo nós”; a “manutenção dos postos de trabalho”, a “viabilidade das empresas” e, por último, “quais as medidas para a retoma”.

A propósito, lembrou que a CTP tem estado a trabalhar com a tutela no que toca aos apoios às empresas e à manutenção dos postos de trabalho, realçando a questão do lay-off, uma medida que, afirmou, “foi complicado” implementar mas que “foi extremamente importante”. Por isso a Confederação espera “que este lay-off seja integralmente pago até ao mês de Abril”. Referiu também as várias linhas de apoio ao turismo em geral e as mais especificas para a hotelaria e restauração, bem como a linha do Turismo de Portugal para pequenas e microempresas.

A médio prazo há que desenhar medidas para a retoma e neste ponto avançou que “a Confederação já nomeou um grupo de trabalho interno que até dia 29 vai produzir os seus contributos” Antecipando-se às conclusões deste trabalho, afirmou que “temos que abrir com três critérios “calma, segurança e criatividade”. Com calma porque “não podemos abrir tudo ao mesmo tempo” e porque “temos de abrir com segurança máxima”. A segurança, disse, “tem que ser um activo, a curto, médio e longo prazo” e, mais do que isso, “Portugal tem de ser considerado o santuário da sanidade porque isto vai ser importante quando a retoma vier” e será isso que dará confiança aos turistas para regressarem, mesmo que nos tempos mais próximos se esteja a falar apenas do mercado interno ou mercado interno alargado.

Quanto ao longo prazo, começou por deixar uma nota de esperança: “2020 está perdido, 2021 vai ser a retoma e 2022 será, espero, um ano extraordinário”, alertando no entanto que para voltarmos a ter anos extraordinários “temos que manter a oferta” e não esquecer questões estruturantes como a do aeroporto do Montijo.