Câmara quer construir marca “Funchal Capital Cultural do Atlântico”

A Câmara Municipal do Funchal está a trabalhar no sentido de construir a marca “Funchal Capital Cultural do Atlântico”. O que se pretende é agregar um conjunto de actividades já existentes e promovidas pela autarquia, criar e realizar novos eventos, requalificar infra-estruturas culturais e promover com outro impacto a divulgação cultural.

Este objectivo foi expresso por Paulo Cafôfo em artigo de opinião publicado num jornal madeirense. Um projecto que visa “requalificar a oferta cultural da cidade do Funchal, transformando-a num activo turístico que gera mais valias, tanto para o sector do turismo como para o da cultura, contribuindo para um acréscimo do número de turistas e para o incremento da despesa média por turista em bens e serviços culturais”.

“A optimização da actividade cultural do Funchal liga-se de forma intrínseca à cidade enquanto destino turístico, na vertente de valorização do produto turístico, nomeadamente no turismo cultural”, refere o autarca, para acrescentar que “uma cidade com mais de 500 anos de História, com a sua identidade, assumindo-se como a primeira cidade europeia do Atlântico, pode liderar entre os destinos turísticos culturais das pequenas e médias cidades europeias.

Neste sentido, na opinião de Paulo Cofôco, “importa, na estratégia adoptada, reorganizar eventos e infra estruturas em torno de uma agenda comum, que envolva parceiros públicos e privados das áreas da cultura e do turismo, dando uma nova dimensão e notoriedade ao destino.

“O Funchal agrega, em termos culturais, um conjunto de valores e activos com um potencial único, que em muito contribuem para a imagem global do destino Madeira. A nossa cidade combina, como poucas, a tradição e a modernidade, num ambiente cosmopolita, onde se podem vivenciar experiências únicas. Desde a frente marítima, passando pelos núcleos históricos, até às zonas montanhosas, há uma série de actividades e experiências que permitem que o Funchal seja um destino especialmente atractivo”, sublinha.

O autarca lembra ainda que “o turismo cultural, além de revitalizar as áreas urbanas, preservar o património e criar emprego, é de importância maior na consolidação e sustentabilidade do destino, porque não está dependente de sazonalidades ou modas”, indicando ainda que “e um desafio que temos pela frente, o do turismo cultural, procurando criar dinâmicas no âmbito dos eventos e do património histórico, que nos distingam dos outros destinos”, até porque “os ganhos desta estratégia são de diversa ordem, desde o aumento do grau de satisfação dos turistas, ao aumento do tempo de estadia e do gasto médio em produtos e serviços culturais”.