Centro de Portugal com cancelamentos de reservas entre os 18% e os 25%

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, avança que está a ser feita uma monitorização diária do impacto do novo Coronavírus no turismo na região, sendo que “a média de cancelamentos aponta entre os 18 e os 25%”. A entidade tem já previsto o lançamento de duas campanhas que promovam a recuperação do turismo na região pós Coronavírus.

Foi através de uma base de monitorização na ordem dos 1.000 interlocutores que se chegou à média acima apresentada, que, segundo Pedro Machado, “está longe do que está a acontecer nas regiões do Algarve e Norte”, sendo que “por não termos um domínio dos mercados externos não somos tão fustigados como outros destinos”. “A almofada do mercado interno representa aqui um activo”, exalta.

Contudo, o presidente do Turismo Centro de Portugal esclarece que locais como Fátima “que tem uma dependência muito grande dos mercados asiáticos, evidentemente terá uma taxa de cancelamentos superior até aos 25%”. Também para a Páscoa “a tendência é para manter a curva descendente”.

Embora a responsabilidade de mais de metade da procura pelo Centro de Portugal caiba ao mercado interno, no top de mercado emissores encontram-se a Espanha, França, Alemanha, Itália e Brasil. Vários “mercados críticos para o Centro de Portugal estão, neste momento, no epicentro da crise internacional”, afirma Pedro Machado.

Ainda assim, para o ano turístico de 2020 “queremos ter um Centro de Portugal mais forte, mais robusto, mais competitivo, mais atractivo. Queremos continuar a aumentar o número de dormidas e receitas”. O presidente do TCP atesta que “o Centro de Portugal sempre esteve habituado à adversidade” e que por isso “queremos que todas as regiões que compõem o Centro de Portugal cheguem ao final de 2020 com melhores resultados do que aqueles que registaram em 2019”.

Para que a actividade turística volte à normalidade nesta região, está previsto o lançamento de duas campanhas promocionais. Em finais de Abril, “logo que estejam criadas as condições em Portugal para que uma campanha não seja interpretada como uma provocação no momento que o país está a atravessar”, será lançada uma campanha de reforço e aposta no mercado interno. O objectivo é inverter a queda da procura, “chegando mais perto dos nossos consumidores”, afirma Pedro Machado.

A segunda campanha tem como foco o mercado interno alargado. Através da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal, esta campanha visa reforçar o carácter de proximidade e afinidade que a região tem com o mercado espanhol, o principal mercado externo emissor de turistas para o Centro de Portugal. Serão “duas campanhas de comunicação muito fortes naquilo que será a nossa tentativa de recuperação destes dois mercados”, focadas nos maiores activos da região, explica Pedro Machado.