Centro define estratégia para promover os Caminhos da Fé e da Espiritualidade

Definido como um dos 5 Pilares Estratégicos em que assenta o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 da Turismo Centro de Portugal, apresentado em finais do ano passado, o Turismo Espiritual e Religioso tem vindo a conhecer uma importância crescente na região. Para dar corpo à promoção deste produto, a Turismo do Centro apresentou, na passada sexta-feira a estratégia que vai ser seguida.

No Centro de Portugal, Fátima assume papel de destaque na definição do Turismo Espiritual e Religioso, mas outros locais de culto e peregrinação têm vindo a ganhar importância na região, nomeadamente os Caminhos de Fátima, o Caminho de Santiago, a Rota Carmelita ou a Herança Judaica.

Na passada sexta-feira, em conferência de imprensa transmitida online, a Turismo do Centro apresentou novos materiais de promoção deste produto, nomeadamente mapas e roteiros, que indicam aos turistas e peregrinos os locais a visitar no Centro de Portugal e são parte de uma estratégia transfronteiriça ibérica de promoção do Turismo Religioso e Espiritual.

Desafiar os turistas, por agora os nacionais, a usufruírem de uma “experiência de valorização pessoal”, com a segurança sanitária assegurada, é o que pretende neste momento a Turismo Centro de Portugal, com o presidente da Entidade Regional, Pedro Machado, a afirmar que “chegou o tempo dos Caminhos da Fé e dos Caminhos da Espiritualidade”.

“Entendemos que este é o tempo de apelarmos a esta dimensão da fruição turística associada à sua dimensão espiritual e à sua dimensão religiosa”, explicou Pedro Machado, que aproveitou para desafiar os portugueses a conhecerem os destinos que contam dos materiais promocionais que estão agora a ser lançados sobres este produto.”Desafio os portugueses que não tinham pensado em realizar uma experiência de natureza espiritual ou religiosa a poderem fazê-lo, com pouco custo do ponto de vista material mas cheio de significado do ponto de vista da dimensão espiritual e da dimensão ética”.

Destacando o exemplo “extraordinário” que Fátima deu a Portugal e ao mundo, cancelando as peregrinações e missas presenciais quando foi tempo de todos ficarem em casa, o responsável assegurou que os agentes turísticos da região estão preparados para esta fase de desconfinamento, sublinhando o facto de a região se orgulhar de as suas empresas turísticas terem já conseguido cerca de 1.700 selos “Clean & Safe”, distribuídos nas suas múltiplas áreas de serviço”.

“Já ultrapassamos mais de 12% daquilo que é a oferta nacional de Portugal. É um extraordinário indicador. É uma mensagem de segurança para quem queremos receber e simultaneamente também observa o sentido da responsabilidade dos empresários”, afirmou o responsável.

Na mesma conferência de imprensa, Teresa Ferreira, directora do Departamento de Desenvolvimento de Recursos do Turismo de Portugal, desafiou os turistas a experienciarem a dimensão dos caminhos da fé. “Os Caminhos de Fátima, os Caminhos de Santiago e a herança judaica são uma abordagem que a própria estratégia nacional de turismo realça como estruturante para o desenvolvimento turístico do país, porque assenta em activos que nos diferenciam, não só na dimensão do património material, como no património imaterial, paisagem e património natural”, disse.

Para a responsável, “os Caminhos da Fé, desmultiplicados nos Caminhos de Fátima, Caminhos de Santiago e a Herança Judaica, são estruturantes para o desenvolvimento turístico do país, porque é um produto que assenta em activos que nos diferenciam, tanto no património material como do património imaterial e natural, tem uma escala nacional e é uma proposta de experiência turística que pode ser usufruída durante todo o ano, permitindo descobrir muitos percursos e recantos deste país”. “Além disso”, acrescentou, “também é particularmente importante porque está alinhado com aquilo que vão ser as tendências dos turistas, que após este período de pandemia vão procurar experiências de valorização pessoal, experiências seguras e que sejam alternativas a destinos mais massificados”.

No momento actual, “a segurança é particularmente relevante”, afirmou, frisando que estes caminhos da Fé e da Espiritualidade permitem ao turista “experiências alternativas a destinos mais massificados” com a vantagem de poderem “ser feitas individualmente e em pequenos grupos”.

A responsável reforçou que “nestes primeiros meses de retoma” o mercado nacional irá ser, seguramente, o grande dinamizador dos destinos turísticos portugueses, mas adiantou que “continuamos atentos e a acompanhar muito de perto os mercados emissores internacionais para actuar quando for possível”. E, seja qual for o momento, o importante é comunicar Portugal como “um destino seguro e sustentável”, sustentou.