CEO da Lufthansa prevê um futuro com apenas 12 companhias a operar rotas de longo curso

No futuro, serão apenas 12 as companhias aéreas que vão eventualmente partilhar o mercado da aviação nas grandes rotas internacionais, na opinião de Carsten Spohr, CEO da Lufthansa.

“O sector está a evoluir para 12 companhias aéreas a operar mundialmente” nestas rotas, a par com outras companhias mais pequenas centradas em rotas domésticas ou regionais, afirmou o CEO da Lufthansa à agência de notícias France-Presse. Sem nomear as ditas 12 companhias, avança que serão “três nos Estados Unidos, três na China, três no Golfo e três na Europa”.

Carsten Spohr alerta que uma futura crise económica poderá afectar as companhias aéreas europeias de forma particularmente dura, mas que tal poderá acelerar fusões e aquisições. “Se há um aspecto positivo do estagnar da economia global, e do piorar dos resultados de todas as companhias aéreas – infelizmente também para nós –, é que o processo de consolidação tenderá a acelerar”, atesta.

A falência das low cost alemãs Air Berlin e Germania, permitiu à Lufthansa voltar a adquirir rotas e aviões. O CEO da Lufthansa acredita que a aviação é “muito mais cíclica” e à mercê dos desenvolvimentos económicos, que outras indústrias, com o sector a sofrer com tensões e guerras comerciais internacionais. Afirma que a Lufthansa “vai ter um papel activo” na consolidação futura do sector.

O lucro líquido da companhia aérea alemã caiu em 70% no segundo trimestre de 2019, em muito devido à competição tarifária de companhias aéreas low cost, uma “guerra de preços única”, como afirma Carsten Spohr, que adianta que ainda assim “não vamos ser expulsos do nosso mercado doméstico” porque a transportadora “tem a força económica para resistir” à concorrência.