Chegou o tempo de visitar Fátima, apela o reitor do Santuário

Esta foi a ideia que o Padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário, deixou durante a apresentação da estratégia do Centro para a promoção dos Caminhos da Fé e da Espiritualidade. O responsável afirmou que as marcações para visitas já estão a surgir mas deixou claro que “a recuperação será lenta”.

A pandemia deixou marcas fortes na actividade do Santuário de Fátima, santuário mariano que é dos mais procurados do mundo e dos mais conhecidos. Em Fátima, o confinamento levou ao encerramento do santuário e levou mesmo a que, pela primeira vez, o 13 de Maio tivesse sido celebrado sem peregrinos. “A recuperação será lenta”, admitiu por isso o Padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário, que no entanto partilhou um sentimento de esperança no futuro já que, afirmou, “alguns grupos de peregrinos” estão a contactar no sentido de marcar visitas.

“Começamos a ter contactos, sobretudo daqueles que eram os países que habitualmente estavam presentes em Fátima: Espanha e Itália”, afirmou, não para estes meses mais imediatos”.

Além disso, afirmou, o Santuário está a “provocar o contacto, a procurar atrair de novo os peregrinos” e manter “acesa a chama da relação de Fátima com os seus peregrinos”, disse o Padre, assinalando: “Houve um tempo em que dissemos às pessoas para ficarem em casa, agora estamos a convidar as pessoas a virem a Fátima, a visitarem o Santuário”.

Mas, claro, primeiro isso tem que ser feito com o mercado interno, depois com os vizinhos espanhóis e só depois, de forma faseada, com os restantes mercados porque não há a certeza de quando será possível ter voos de e para esses países e porque “peregrinações e turismo são inseparáveis” e a actividade turística está longe da retoma.

“Num futuro imediato, o nosso esforço é o de recuperar os peregrinos habituais, provenientes de países como Espanha, Itália, Polónia, Brasil ou Estados Unidos, de tal modo que, ultrapassada a actual pandemia, possamos recuperar ou mesmo aumentar o número de proveniências destes e outros países”, nomeadamente de Coreia do Sul, China e países da América Latina.

Admitindo que a maioria das peregrinações apenas seja retomada em 2021, confessa que esta “falta de peregrinos estrangeiros preocupa-nos”, e afirma haver que “procurar novos caminhos”, residindo um deles, talvez o principal, em passar a mensagem de que “Fátima é um local seguro”.

“A segurança é uma percepção que se tem”, afirmou, pelo que há que “tomar as providências para que seja um local seguro, mas também queremos transmitir a mensagem de que podem vir, porque temos cuidado com os procedimentos para que as pessoas se possam sentir seguras”. Ainda assim, considerou que a confiança dos visitantes só “pouco a pouco se reconquistará”.